Coisas Que Não Entendo 2

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Sei que posso parecer repetidor e até pedante pois penso que já vi muita coisa, mas sempre ainda sou surpreendido quando aparecem coisas novas que me deixam com um nó na cabeça! Para falar a verdade, nem são tão novas assim pois muitas vezes são coisas velhas, apenas disfarçadas de novas.

Bom, acho que neste segundo texto “Coisas Que Não Entendo” tentarei contar vários casos menores, sem ser tão extenso como foi o primeiro texto. São situações e acontecimentos do cotidiano recentes que têm me feito pensar e refletir bastante.

Tenho minha opinião formada em muitos desses casos, mas não tenho tanta certeza em outros. Mas posso dizer categoricamente que mesmo tendo minha opinião formada, procuro sempre entender as opiniões divergentes para continuar a minha incessante reflexão sobre tudo que é novo ou velho.

Posso ser criticado por ter opinião formada sobre os casos abaixo mas estou sempre pronto para mudar minhas opiniões, contanto que me convençam. E deixo claro aqui que cada caso é um caso, não acho certo generalizar as coisas.

Mas o mais engraçado é que acho que eu acho que conseguiria explorar melhor cada um dos exemplos citados abaixo de maneira mais ampla e até mais “completa” possível, ou seja, escrever um texto para cada cada exemplo, rs.

Bom, talvez seja muita pretensão minha, mas ainda vou pensar sobre isso. Enquanto isso, gostaria de convidá-los a ler os exemplos abaixo para sua própria reflexão. Geralmente as pessoas que discordam de mim são as minhas preferidas.

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1) As pessoas têm pressa em dar suas opiniões, mal leram um texto na internet e já começam a criticar o autor pelo conteúdo publicado.

Como a gente fica sabendo que geralmente essas pessoas não leram direito?

Fácil! Elas discordam da opinião do autor, mas o texto do autor fala e concorda exatamente com o que essas pessoas estão reclamando!

Dá para acreditar?!

Percebe-se aqui que muitas pessoas simplesmente não são capazes de compreender um texto ou porque não se esforçam nem um pouco ou porque têm preguiça para ler até final do texto ou porque realmente fazem questão de não entender.

E muitas vezes, essas mesmas pessoas confundem opiniões pessoais com opiniões baseadas em experiências, pesquisas e estudos científicos. Muitas delas desprezam qualquer estudo ou conhecimento e acham que bastam expressar o que acham: destilando achismo contra tudo e contra todos!

 

2) Algo não está dando certo ou em casa, ou numa empresa, ou num time ou até mesmo num governo.

Quando os responsáveis quando são questionados sobre o porquê dos erros, eles nunca consideram a hipótese de que eles mesmos podem ter cometido algum erros para corrigirem logo os erros cometidos. Estão sempre fugindo da realidade generalizando os erros ou apontando o que outros fizeram de errado, tipo:

– Mas todos erram, eu não sou infalível! (Mas e o reconhecimento ou confissão do erro? Se não reconhecem e assumirem os erros, não vão conseguir melhorar nunca!);

– O erro aconteceu porque choveu, ou porque não teve mais tempo disponível, ou porque não teve condição emocional, entre outras desculpas. (Usam-se as mais diversas desculpas esfarrapadas baseadas principalmente em condições externas (que fugiriam ao seu controle) como: meteorologia, tempo disponível, emocional, etc.;

– O erro não teria acontecido se o chefe tivesse me avisado antes, ou se meus colegas tivessem me ajudado mais, ou se as pessoas fossem mais colegas um do outro, etc. (Aqui elas culpam outras pessoas (muitas vezes inclusive Deus) para não assumirem nenhuma responsabilidade sobre o que deu de errado);

 

3) De novo, algo acontece de errado e as pessoas usam em demasiado “ismos” para jogar a culpa nos outros em vez de tentar melhorar e aperfeiçoar a si mesmo.

É claro que há casos reais de “ismos”, mas hoje esses “ismos” são usados de maneira generalizadas demais e de forma toda distorcida para tudo que as pessoas não conseguem alcançar ou por falta de esforço ou ajuda dos outros ou por falta de sorte (principalmente).

– o professor não me deu nota 10 só porque sabe que eu gosto mais de meninos ou de meninas (sexismo);

– o chefe chamou minha atenção só porque não sou branco (racismo);

– o chefe promoveu meu colega só porque ele é homem e eu não (machismo);

– etc.;

Essas pessoas exigem demais dos outros e se esquecem de estudar mais, de trabalhar mais, de se esforçar mais, de lutar mais, de fazer mais – de sacrificar mais que os outros para conseguir o que deseja.

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4) Vitimização: contra-ataque.

Quando uma pessoa prepotente (chefe ou funcionário) é questionada sobre alguma coisa que fez de errado, imediatamente se retrai mostrando surpresa para logo depois ficar indignada com a situação ou a maneira como foi questionada.

Em vez de se explicar e resolver aquilo que está errado, ela começa a atacar a maneira pela qual foi questionada ou até as pessoas! Geralmente minimizam o erro e aumentam suas críticas em relação ao porquê do questionamento e à forma como foi questionada!

Ou seja, partem para ataque para se defender de qualquer coisas. Vejam alguns exemplos abaixo:

– Com que direito você está questionando isso?

– Quem é você para questionar isso?

– Você não precisava ter gritado ou feito todo esse “escândalo” para isso, era só ter me perguntado com jeito! Se tivesse falado com calma, teria respondido numa boa para você. Agora não vou falar nada para você, só responderei para seu superior!

– Eu não admito a maneira como fui questionado, não sou nenhum irresponsável! Peça para alguém mais educado para falar comigo porque não consigo conversar com pessoas do seu nível, nem sabe gramática!

– Mas por que você está tão interessado nesse errinho bobo enquanto há outras milhares de coisas erradas muito mais graves por aí? Procure o que fazer, né?

– Você sabia que enquanto estiver gastando seu tempo nessa bobeirinha você estará perdendo dinheiro à-toa. Não acha mais interessante e se preocupar com coisas mais importantes? Isso porque quem perderá será você!

Ou seja, os acusados em vez de se defenderem com algum argumento, partem para contra-ataque acusando os acusadores por outros motivos, deixando-os acuados!

Essa pessoas não falam de maneira alguma sobre o erro cometido (o assunto do questionamento) e se defendem intimidando outros apoiadas em quaisquer outras coisas, menos o assunto do questionamento!

 

5) Vitimização: inversão de valores.

Há outros tipos de  pessoas (invejosas e inabilitadas) que quando são questionadas, se fazem de coitados ou vítimas para conseguirem compaixão de outras pessoas.

De certo ponto é até natural a gente querer defender os menos privilegiados, os com alguma deficiência, os menos capacitados – ou falando com as palavras corretas: os coitados. Essas pessoas coitadas realmente merecem beneficência ou compaixão das pessoas por mais diversos motivos humanos diferentes: simpatia, caridade, amparo, piedade e até de justiça.

– Ah, ele não pode ser tão ruim assim como todos dizem!? Mesmo ruim assim, é preciso dar uma oportunidade para ele, não? (geralmente essa pessoa é ruim mesmo e quando ouve esses tipos de conversa, acredita mais ainda que é injustiçada e não pensa em se aperfeiçoar);

– Os pais sempre o consideraram a ovelha negra da família, por isso que ele se tornou nisso. Coitado dele. (ele é ovelha negra porque sempre fez coisas erradas e não porque é chamado de ovelha negra que começou a fazer coisas erradas);

– Ele só precisa de uma ajuda para se erguer! Ninguém tem direito de condenar os outros! (sim, ele precisa principalmente de ajuda financeira! E quanto mais pessoas caírem nesse papo, mais dinheiro ele conseguirá e continuar a dar um de coitado);

– As pessoas não deveriam julgar ou condenar outros por um erro cometido no passado! (acho horrível jugar uma pessoa por um ou alguns erros apenas, mas se procurarem direito, geralmente essas pessoas cometeram vários erros e sempre sempre os mesmo erros);

Esse tipo de pessoas se vitimiza para aproveitar a boa vontade das pessoas para atingir seus objetivos. Exageram tanto na sua condição de coitado que fazem com que as pessoas os defendam sem perceber na besteira em que estão se metendo.

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6) Pessoas ou grupos de pessoas que se acham donos da verdade absoluta!

Quando estão ganhando, encabeçando ou liderando algo, acham que são escolhidos pelo povo e abençoados por Deus. Autoproclamam-se como os escolhidos (por terem ganho uma partida ou uma eleição) e se acham no direito de fazer o que quiserem sem dar satisfação para ninguém (muitas vezes, nem a si mesmo), chegando inclusive a menosprezar e zombar os adversários.

Mas quando estão perdendo, têm toda certeza do mundo que foram injustiçados. Acusam o adversário, críticos, imprensa ou forças ocultas (ou seja, o mundo inteiro) de construírem para sua derrota, como se fossem santos que não fizeram absolutamente nada para merecerem críticas!?

Essas pessoas, na maioria das vezes de má fé, sequer querem saber o que ou onde erraram. Não fazem o mínimo esforço para fazer um autoexame ou uma autocrítica sobre a realidade pois tudo que deu errado foi culpa dos adversários! Elas se consideram “deuses”, são incontestáveis e donas da verdade!

(Ou seja, o mérito é todo seu quando acertam ou quando as coisas estão indo bem, mas a culpa é totalmente dos outros quando algo dá errado.)

 

7) Muitas pessoas querem se sobressair ou se destacar de qualquer maneira e para isso usam o método mais fácil e talvez também o mais barato: rebaixar ou menosprezar seus concorrentes ou adversários em vez de mostrar sua própria capacidade ou competência.

Elas não se esforçam para competir ou concorrer com outras pessoas porque muitas vezes nem se quer se prepararam para isso. Acham preparos (como estudos, experiências e trabalhos) desnecessários – é muito mais fácil procurar apenas defeitos ou falhas dos concorrentes.

Muitas vezes com isso se bastam! E com isso não há nenhum estímulo interno para uma melhoria ou crescimento pessoal no intelecto, emocional, sentimental, espiritual, etc.

 

Usam frases como:

– Posso não ser o melhor, mas tem certeza que conhece bem o outro? Todos sabem que eles já fizeram coisas muito erradas (é rápido para dizer e espalhar o que seus concorrentes ou adversários fizeram ou fazem de errado);

– Pergunte para outras pessoas o que acham de mim e do meu concorrente, não perco para ele não, viu!; (pode até não perder para outro, mas ganhar que é bom mesmo, não consegue);

– Pesquise um pouco pela internet  ou no mercado sobre a grande cagada que o concorrente fez, isso pelo menos nunca aconteceu conosco (ou seja, pelo menos nunca aconteceu “até agora”, quem garante que não vá acontecer?);

– Posso não ser o melhor, mas já imaginou o que meu concorrente pode fazer de mal para vocês? (mais uma vez em vez de mostrar sua capacidade preferem usar qualquer outro método para atingir seu objetivo (neste caso: tática do medo) mais uma vez);

A médio e longo prazo essas pessoas não conseguem convencer ninguém porque geralmente são muito ruins naquilo que fazem e o pior é que não têm consciência disso.

E é por falta dessa consciência da realidade que elas continuam se achando melhor do que são na realidade e não procuram melhorias ou aperfeiçoamentos.

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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo.” – Abraham Lincoln

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8) Pessoas que reclamam e culpam os outros por “quase” tudo.

Tenho impressão que as pessoas não sabem mais como as criança mimadas são ou agem porque hoje vemos inúmeros adultos choramingando e exigindo as coisas sem fazer nenhum esforço – iguaizinhos a crianças mimadas!

Se os próprios adultos são mimados (os que não se enxergam e / ou com assentimento de outros adultos), vão achar que mimaça é normal. E quem poderia contrariá-los? E como esses adultos mimados podem dar exemplo de uma pessoa madura, ponderada e paciente para as crianças?

O que uma criança mimada ou um adulto mimado faz? Eles são impacientes, não gostam de ser contrariados, exigem e demandam atenção dos outros, reclamam quando algo não dá certo, querem tudo pronto e bonitinho à sua maneira e à sua disposição. Sabem muito bem exigir  seus inúmeros “direitos” e reclamar de todas as coisas que não lhes agradam, mas são preguiçosos para colocar a mão na massa e lhes faltam totalmente semancol e autocrítica!

As pessoas mimadas, ou seja, imaturas, têm os olhos somente para fora (meio e outras pessoas) e nunca para dentro (de si). Isso significa que elas conseguem enxergar facilmente os erros dos outros e sabem muito bem onde e como outros erram. São tão “observadores” de outras pessoas que viram tipo “fiscal” da vida alheia, querendo sempre falar dos erros dos outros.

Mas em “compensação” essas pessoas são péssimas para olharem para dentro de si. Elas mal se enxergam e não conseguem de maneira alguma enxergar seus próprios erros porque  acham que nunca erram ou estão sempre relativando seus próprios erros. Quando algo dá errado para essas pessoas, elas têm certeza que não foram elas que erraram e sim foram outras pessoas que erraram.

O lado engraçado e ao mesmo patético é que na maioria das vezes quando os erros dos outros nos incomodam tanto é porque esse erro é exatamente aquele que cometemos e que não percebemos.

 

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Bom, acho que tenho olhado para dentro de mim, mas acho que é preciso fazer isso com mais profundidade e constância.

Porque essas coisas que me incomodam podem ser como um espelho que está refletindo algo que ainda não descobri ainda. Mas também já pensei na hipótese que também pode ser que esteja refletindo algo que estou querendo esconder.

E se for algo que estou querendo esconder, será que é uma reação natural de autoproteção ou porque estou simplesmente negando a realidade do que está acontecendo?

Tudo isso é simplesmente intrigante para mim mesmo!