Coisas Que Não Entendo 2

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Sei que posso parecer repetidor e até pedante pois penso que já vi muita coisa, mas sempre ainda sou surpreendido quando aparecem coisas novas que me deixam com um nó na cabeça! Para falar a verdade, nem são tão novas assim pois muitas vezes são coisas velhas, apenas disfarçadas de novas.

Bom, acho que neste segundo texto “Coisas Que Não Entendo” tentarei contar vários casos menores, sem ser tão extenso como foi o primeiro texto. São situações e acontecimentos do cotidiano recentes que têm me feito pensar e refletir bastante.

Tenho minha opinião formada em muitos desses casos, mas não tenho tanta certeza em outros. Mas posso dizer categoricamente que mesmo tendo minha opinião formada, procuro sempre entender as opiniões divergentes para continuar a minha incessante reflexão sobre tudo que é novo ou velho.

Posso ser criticado por ter opinião formada sobre os casos abaixo mas estou sempre pronto para mudar minhas opiniões, contanto que me convençam. E deixo claro aqui que cada caso é um caso, não acho certo generalizar as coisas.

Mas o mais engraçado é que acho que eu acho que conseguiria explorar melhor cada um dos exemplos citados abaixo de maneira mais ampla e até mais “completa” possível, ou seja, escrever um texto para cada cada exemplo, rs.

Bom, talvez seja muita pretensão minha, mas ainda vou pensar sobre isso. Enquanto isso, gostaria de convidá-los a ler os exemplos abaixo para sua própria reflexão. Geralmente as pessoas que discordam de mim são as minhas preferidas.

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1) As pessoas têm pressa em dar suas opiniões, mal leram um texto na internet e já começam a criticar o autor pelo conteúdo publicado.

Como a gente fica sabendo que geralmente essas pessoas não leram direito?

Fácil! Elas discordam da opinião do autor, mas o texto do autor fala e concorda exatamente com o que essas pessoas estão reclamando!

Dá para acreditar?!

Percebe-se aqui que muitas pessoas simplesmente não são capazes de compreender um texto ou porque não se esforçam nem um pouco ou porque têm preguiça para ler até final do texto ou porque realmente fazem questão de não entender.

E muitas vezes, essas mesmas pessoas confundem opiniões pessoais com opiniões baseadas em experiências, pesquisas e estudos científicos. Muitas delas desprezam qualquer estudo ou conhecimento e acham que bastam expressar o que acham: destilando achismo contra tudo e contra todos!

 

2) Algo não está dando certo ou em casa, ou numa empresa, ou num time ou até mesmo num governo.

Quando os responsáveis quando são questionados sobre o porquê dos erros, eles nunca consideram a hipótese de que eles mesmos podem ter cometido algum erros para corrigirem logo os erros cometidos. Estão sempre fugindo da realidade generalizando os erros ou apontando o que outros fizeram de errado, tipo:

– Mas todos erram, eu não sou infalível! (Mas e o reconhecimento ou confissão do erro? Se não reconhecem e assumirem os erros, não vão conseguir melhorar nunca!);

– O erro aconteceu porque choveu, ou porque não teve mais tempo disponível, ou porque não teve condição emocional, entre outras desculpas. (Usam-se as mais diversas desculpas esfarrapadas baseadas principalmente em condições externas (que fugiriam ao seu controle) como: meteorologia, tempo disponível, emocional, etc.;

– O erro não teria acontecido se o chefe tivesse me avisado antes, ou se meus colegas tivessem me ajudado mais, ou se as pessoas fossem mais colegas um do outro, etc. (Aqui elas culpam outras pessoas (muitas vezes inclusive Deus) para não assumirem nenhuma responsabilidade sobre o que deu de errado);

 

3) De novo, algo acontece de errado e as pessoas usam em demasiado “ismos” para jogar a culpa nos outros em vez de tentar melhorar e aperfeiçoar a si mesmo.

É claro que há casos reais de “ismos”, mas hoje esses “ismos” são usados de maneira generalizadas demais e de forma toda distorcida para tudo que as pessoas não conseguem alcançar ou por falta de esforço ou ajuda dos outros ou por falta de sorte (principalmente).

– o professor não me deu nota 10 só porque sabe que eu gosto mais de meninos ou de meninas (sexismo);

– o chefe chamou minha atenção só porque não sou branco (racismo);

– o chefe promoveu meu colega só porque ele é homem e eu não (machismo);

– etc.;

Essas pessoas exigem demais dos outros e se esquecem de estudar mais, de trabalhar mais, de se esforçar mais, de lutar mais, de fazer mais – de sacrificar mais que os outros para conseguir o que deseja.

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4) Vitimização: contra-ataque.

Quando uma pessoa prepotente (chefe ou funcionário) é questionada sobre alguma coisa que fez de errado, imediatamente se retrai mostrando surpresa para logo depois ficar indignada com a situação ou a maneira como foi questionada.

Em vez de se explicar e resolver aquilo que está errado, ela começa a atacar a maneira pela qual foi questionada ou até as pessoas! Geralmente minimizam o erro e aumentam suas críticas em relação ao porquê do questionamento e à forma como foi questionada!

Ou seja, partem para ataque para se defender de qualquer coisas. Vejam alguns exemplos abaixo:

– Com que direito você está questionando isso?

– Quem é você para questionar isso?

– Você não precisava ter gritado ou feito todo esse “escândalo” para isso, era só ter me perguntado com jeito! Se tivesse falado com calma, teria respondido numa boa para você. Agora não vou falar nada para você, só responderei para seu superior!

– Eu não admito a maneira como fui questionado, não sou nenhum irresponsável! Peça para alguém mais educado para falar comigo porque não consigo conversar com pessoas do seu nível, nem sabe gramática!

– Mas por que você está tão interessado nesse errinho bobo enquanto há outras milhares de coisas erradas muito mais graves por aí? Procure o que fazer, né?

– Você sabia que enquanto estiver gastando seu tempo nessa bobeirinha você estará perdendo dinheiro à-toa. Não acha mais interessante e se preocupar com coisas mais importantes? Isso porque quem perderá será você!

Ou seja, os acusados em vez de se defenderem com algum argumento, partem para contra-ataque acusando os acusadores por outros motivos, deixando-os acuados!

Essa pessoas não falam de maneira alguma sobre o erro cometido (o assunto do questionamento) e se defendem intimidando outros apoiadas em quaisquer outras coisas, menos o assunto do questionamento!

 

5) Vitimização: inversão de valores.

Há outros tipos de  pessoas (invejosas e inabilitadas) que quando são questionadas, se fazem de coitados ou vítimas para conseguirem compaixão de outras pessoas.

De certo ponto é até natural a gente querer defender os menos privilegiados, os com alguma deficiência, os menos capacitados – ou falando com as palavras corretas: os coitados. Essas pessoas coitadas realmente merecem beneficência ou compaixão das pessoas por mais diversos motivos humanos diferentes: simpatia, caridade, amparo, piedade e até de justiça.

– Ah, ele não pode ser tão ruim assim como todos dizem!? Mesmo ruim assim, é preciso dar uma oportunidade para ele, não? (geralmente essa pessoa é ruim mesmo e quando ouve esses tipos de conversa, acredita mais ainda que é injustiçada e não pensa em se aperfeiçoar);

– Os pais sempre o consideraram a ovelha negra da família, por isso que ele se tornou nisso. Coitado dele. (ele é ovelha negra porque sempre fez coisas erradas e não porque é chamado de ovelha negra que começou a fazer coisas erradas);

– Ele só precisa de uma ajuda para se erguer! Ninguém tem direito de condenar os outros! (sim, ele precisa principalmente de ajuda financeira! E quanto mais pessoas caírem nesse papo, mais dinheiro ele conseguirá e continuar a dar um de coitado);

– As pessoas não deveriam julgar ou condenar outros por um erro cometido no passado! (acho horrível jugar uma pessoa por um ou alguns erros apenas, mas se procurarem direito, geralmente essas pessoas cometeram vários erros e sempre sempre os mesmo erros);

Esse tipo de pessoas se vitimiza para aproveitar a boa vontade das pessoas para atingir seus objetivos. Exageram tanto na sua condição de coitado que fazem com que as pessoas os defendam sem perceber na besteira em que estão se metendo.

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6) Pessoas ou grupos de pessoas que se acham donos da verdade absoluta!

Quando estão ganhando, encabeçando ou liderando algo, acham que são escolhidos pelo povo e abençoados por Deus. Autoproclamam-se como os escolhidos (por terem ganho uma partida ou uma eleição) e se acham no direito de fazer o que quiserem sem dar satisfação para ninguém (muitas vezes, nem a si mesmo), chegando inclusive a menosprezar e zombar os adversários.

Mas quando estão perdendo, têm toda certeza do mundo que foram injustiçados. Acusam o adversário, críticos, imprensa ou forças ocultas (ou seja, o mundo inteiro) de construírem para sua derrota, como se fossem santos que não fizeram absolutamente nada para merecerem críticas!?

Essas pessoas, na maioria das vezes de má fé, sequer querem saber o que ou onde erraram. Não fazem o mínimo esforço para fazer um autoexame ou uma autocrítica sobre a realidade pois tudo que deu errado foi culpa dos adversários! Elas se consideram “deuses”, são incontestáveis e donas da verdade!

(Ou seja, o mérito é todo seu quando acertam ou quando as coisas estão indo bem, mas a culpa é totalmente dos outros quando algo dá errado.)

 

7) Muitas pessoas querem se sobressair ou se destacar de qualquer maneira e para isso usam o método mais fácil e talvez também o mais barato: rebaixar ou menosprezar seus concorrentes ou adversários em vez de mostrar sua própria capacidade ou competência.

Elas não se esforçam para competir ou concorrer com outras pessoas porque muitas vezes nem se quer se prepararam para isso. Acham preparos (como estudos, experiências e trabalhos) desnecessários – é muito mais fácil procurar apenas defeitos ou falhas dos concorrentes.

Muitas vezes com isso se bastam! E com isso não há nenhum estímulo interno para uma melhoria ou crescimento pessoal no intelecto, emocional, sentimental, espiritual, etc.

 

Usam frases como:

– Posso não ser o melhor, mas tem certeza que conhece bem o outro? Todos sabem que eles já fizeram coisas muito erradas (é rápido para dizer e espalhar o que seus concorrentes ou adversários fizeram ou fazem de errado);

– Pergunte para outras pessoas o que acham de mim e do meu concorrente, não perco para ele não, viu!; (pode até não perder para outro, mas ganhar que é bom mesmo, não consegue);

– Pesquise um pouco pela internet  ou no mercado sobre a grande cagada que o concorrente fez, isso pelo menos nunca aconteceu conosco (ou seja, pelo menos nunca aconteceu “até agora”, quem garante que não vá acontecer?);

– Posso não ser o melhor, mas já imaginou o que meu concorrente pode fazer de mal para vocês? (mais uma vez em vez de mostrar sua capacidade preferem usar qualquer outro método para atingir seu objetivo (neste caso: tática do medo) mais uma vez);

A médio e longo prazo essas pessoas não conseguem convencer ninguém porque geralmente são muito ruins naquilo que fazem e o pior é que não têm consciência disso.

E é por falta dessa consciência da realidade que elas continuam se achando melhor do que são na realidade e não procuram melhorias ou aperfeiçoamentos.

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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo.” – Abraham Lincoln

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8) Pessoas que reclamam e culpam os outros por “quase” tudo.

Tenho impressão que as pessoas não sabem mais como as criança mimadas são ou agem porque hoje vemos inúmeros adultos choramingando e exigindo as coisas sem fazer nenhum esforço – iguaizinhos a crianças mimadas!

Se os próprios adultos são mimados (os que não se enxergam e / ou com assentimento de outros adultos), vão achar que mimaça é normal. E quem poderia contrariá-los? E como esses adultos mimados podem dar exemplo de uma pessoa madura, ponderada e paciente para as crianças?

O que uma criança mimada ou um adulto mimado faz? Eles são impacientes, não gostam de ser contrariados, exigem e demandam atenção dos outros, reclamam quando algo não dá certo, querem tudo pronto e bonitinho à sua maneira e à sua disposição. Sabem muito bem exigir  seus inúmeros “direitos” e reclamar de todas as coisas que não lhes agradam, mas são preguiçosos para colocar a mão na massa e lhes faltam totalmente semancol e autocrítica!

As pessoas mimadas, ou seja, imaturas, têm os olhos somente para fora (meio e outras pessoas) e nunca para dentro (de si). Isso significa que elas conseguem enxergar facilmente os erros dos outros e sabem muito bem onde e como outros erram. São tão “observadores” de outras pessoas que viram tipo “fiscal” da vida alheia, querendo sempre falar dos erros dos outros.

Mas em “compensação” essas pessoas são péssimas para olharem para dentro de si. Elas mal se enxergam e não conseguem de maneira alguma enxergar seus próprios erros porque  acham que nunca erram ou estão sempre relativando seus próprios erros. Quando algo dá errado para essas pessoas, elas têm certeza que não foram elas que erraram e sim foram outras pessoas que erraram.

O lado engraçado e ao mesmo patético é que na maioria das vezes quando os erros dos outros nos incomodam tanto é porque esse erro é exatamente aquele que cometemos e que não percebemos.

 

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Bom, acho que tenho olhado para dentro de mim, mas acho que é preciso fazer isso com mais profundidade e constância.

Porque essas coisas que me incomodam podem ser como um espelho que está refletindo algo que ainda não descobri ainda. Mas também já pensei na hipótese que também pode ser que esteja refletindo algo que estou querendo esconder.

E se for algo que estou querendo esconder, será que é uma reação natural de autoproteção ou porque estou simplesmente negando a realidade do que está acontecendo?

Tudo isso é simplesmente intrigante para mim mesmo!

 

Homenagem – Amigo MZ

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Como me senti mal por ter me esquecido dela por quase um mês. Isso nunca tinha acontecido antes. Pensei e pesei sobre as coisas e só posso culpar o trabalho e outras tantas coisas loucas que estão acontecendo na minha vida nestes últimos dois meses.

Ela voltou de uma viagem e foi logo me procurar e eu acabei sempre me esquecendo dela, ou seja, lembro sempre que preciso ligar para ela mas as coisas do dia a dia acabaram me fazendo esquecer dela.

Mas depois de tantos desencontros, conseguimos finalmente marcar para nos encontrar neste último sábado num restaurante chinês simples, pequeno e barulhento no bairro da Liberdade!

O encontro foi todo planejado e pensado por ela pois ela trouxe várias coisas para mim, inclusive uma lista com coisas que queria conversar (ou compartilhar) comigo, rs. Vi fotos de sua viagem e de seus parentes, ouvi ela resumir filmes que assistiu (e me estimulou a assistir também), falou muito sobre seus planos para este ano como também falou sobre novas viagens que pretende fazer.

Mas a melhor parte foi o que ela me trouxe e que me entregou logo que entramos no restaurante. Eram recortes de jornais, desenhos e textos que seu filho (ou seja, meu amigo) falecido fez e que foram guardados por ela por tanto tempo!

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Acho que já contei aqui uma vez sobre esse meu amigo. Ele era uma das pessoa mais espirituosas que já conheci. Era muito querido por maioria dos seus amigos (inclusive eu) por ser engraçado, simples, bondoso, carinhoso e extremamente inocente.

E um dos poucos arrependimentos que tive nessa vida foi não ter ido visitá-lo já totalmente debilitado no leito do hospital pois outros amigos me falaram que os pais não queriam visitas e ele também já não estava nem reconhecendo as pessoas.

Mas desta vez que reencontrei com a sua mãe não conversamos muito sobre ele, mas me lembro bem que fizemos isso (conversamos bastante sobre seu filho) no nosso último encontro que tivemos que aconteceu no ano passado, antes de sua viagem.

Acho que faz tempo que ela se conformou com a perda do seu filho. Hoje vive sua vida da melhor maneira possível – participando de muitas atividades físicas e sociais. Mas percebe-se claramente que algo morreu dentro dela.

Última coisa que ela me falou é que levaria as últimas cinzas que restaram do filho para jogar no mar nesta próxima viagem que faria a Fernando de Noronha. Pois dessa maneira não há mais nada que a prende nesta vida.

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Seguem abaixo dois textos que meu amigo MZ escreveu.

 

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O primeiro foi publicado no jornal da escola onde ele estudou.

Percebe-se claramente que ele é espirituoso e brincalhão! Mas o texto mostra claramente um pouco de como ele se sentia na época.

Há muita contradição neste seu texto, mas o mais interessante é que ele usa exatamente isso para rir de si mesmo e mostrando sua “preocupação” com a vida presente a e vida após a morte!

 

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Eu… sou o careta da classe, o “CDF” da classe, o chinês da classe e o quatro-olhos da classe, menos eu, só isso que não sou. Sou um pedaço do Pio XII, um pedaço… Nada mais do que isso. Sou como um bolo indigerível, só me veem por fora e o recheio nunca verão.

Sou o baixinho dos altos, o alto dos baixinhos, o “babaca” dos “bacanas” e o “bacana” dos  “babacas”. É duro ser “o chinês” no Brasil, o idiota no mundo dos “tô por dentro”.

Ridículo, me preocupo com o meu passado e o dos outros, com o meu futuro e o dos outros. Com o meu presente eu não me preocupo, porque sei o que cai em mim, mas não sei o que cairá, e é isso que temo, de não viver e me preocupar com a vida. Mas, mais do que isso, eu me preocupo com a vida após a morte, se é que os outros acreditam.

Mas, já que eu sou eu e sei que não estou vivendo, quero começar a vida nova com alguma colaboração.

MZ – 5a. série E (Colégio Bandeirantes, 1999)

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Ao descobrir a doença, meu amigo foi passar um tempo nos EUA para fazer uns tratamentos alternativos. Eu realmente não sabia da gravidade da doença, por isso quando ele voltou ao Brasil pensei que já estava “curado”.

Mas depois soube que ele começou a fazer quimioterapia e sua saúde foi piorando dia após dia, e foi exatamente nessa época que me aproximei mais dele – fazendo mais visitas.

Esse segundo texto foi escrito para sua namorada Elena quando já estava ciente da gravidade de sua saúde.

Eu de certa maneira invejo seu uso de palavras: não há como não notar e sentir uma beleza sutil e funesto, mas ao mesmo tempo uma tranquilidade resignada ou conformada com tão poucas e simples palavras.

 

A vida, Elena, a minha vida, é como uma vela na escuridão que, uma vez acesa, revela toda a beleza da luz e tudo que a rodeia.

Mas também revela sua efemeridade e a tua ausência.

O único jeito de se conservar uma vela é apagando sua chama.

Hoje eu a apago, na esperança de um dia reacender.

Não há nada de novo, não há mal no sono quando não há você.

 

Obs.: A cinza que a mãe jogaria no mar seria da Elena. Ela ficou com um pouco das cinzas do MZ, mas quando foi morar no exterior deixou para “sua sogra” guardar.

Sempre disse à mãe do MZ que acha difícil achar outro amor como o do MZ. Pensou em nunca se casar e realmente passaram mais de 16 anos.

Minha amiga nunca pode falar muito sobre isso porque é um assunto muito delicado. Não podia tomar partido do que a Elena quer fazer da vida. Sentia-se honrada com o que ela disse sobre o amor que sentia pelo MZ, mas nunca poderia encorajá-la a realmente nunca achar um novo amor.

Como soube recente que a Elena irá se casar depois de mais de 16 anos, achou melhor jogar a cinza que tinha guardada para ela no mar.

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Sim, sinto saudade do meu amigo.

Sempre que me lembro dele, só lembro de coisas boas que tivemos juntos no passado e inevitavelmente não consigo deixar de soltar um sorriso ou uma risada!

Toda vez que me lembro dele, lembro do seu sorriso maroto. Não penso como seria bom tê-lo vivo comigo no presente, mas sinto que o seu espírito me acompanha.

E nas vezes em que penso na vida após a morte também me lembro dele. Tenho quase a plena convicção que serei bem recebido e conduzido por ele no futuro.

 

Tenho Muito Medo de Certos Tipos de Explicações

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Os homens sempre foram curiosos e foram atrás de explicações para o que acontece na vida e hoje temos uma vasta gama de conhecimentos em diversas áreas, mas mesmo assim ainda há muita coisa desconhecida que não temos explicação.

Sei que as explicações são muito importantes para que saibamos como funcionam as coisas. desde uma máquina ou um equipamento até aprendizagens intelectuais (ciências humanas, exatas, biológicas, etc.) e emocionais (como lidar com o meio ambiente, sociedade e principalmente outras pessoas).

As aulas ajudam bastante, mas hoje em dia dá até para a gente procurar as explicações por conta própria: os autodidatas. Mas tenho a impressão que essa última maneira de aprendizagem em grande proporção como está acontecendo hoje está formando pessoas peculiares, diferente daquelas que foram educadas em grande escala, mais padronizada.

Não sei se as características de gerações X, Y e Z também contribuem para diferentes tipos de explicações. Ora se explicando em não saber lidar com a tecnologia (geração X), ora se explicando sobre problema de frustrações (geração Y), ora outros problemas que ainda ouviremos (geração Z).

O que sei é que peguei a fobia de ouvir explicações, ou por cansaço ou por por estar impaciente ultimamente.

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Mas estou falando de um tipo específico de explicações. Eu até me sinto culpado porque não ando tendo paciência para ouvir esse tipo de explicações. Sinto mal só de imaginar a impaciência ou tédio estampado na minha cara quando estou ouvindo esse tipo de explicações.

O fato é que esse tipo de explicações me tira do sério. Calma, vou explicar melhor que tipo de explicações que estou falando. Mas antes gostaria de falar sobre quais tipos de explicações que NÃO estou falando.

Há aquelas explicações que as pessoas usam para tentar enrolar outros com maior má fé ou intenção, isso existe de montão. Eu simplesmente convivo com isso, tento evitar ou ignoro na maioria das vezes já que elas não me acrescentam em nada!

Também há outras explicações contundentes sobre os fatos que aconteceram, fatos que estão acontecendo ou o que estão sendo planejados. Essas explicações são muito importantes para o bom funcionamento de situações e de pessoas. Isso faço questão de dar toda atenção para aprender com elas.

Mas não tenho a mínima paciência é com as pessoas que começam a explicar sobre explicações (principalmente de algo que deu errado e que não precisa de muito mais explicações). Vou dar um exemplo bem exagerado e extenso.

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A impressora da empresa está com problema e você marca para um técnico vir consertar, pede para colega YY acompanhar quando o técnico vier, só que ele acaba furando mas já marcou com você para outra data. E aí você ouve comentários ou explicações da colega YY e de outros colegas tipo:

Funcionária YY: – Você acredita que o técnico não veio e deixou a gente na mão? Eu fiquei esperando o dia todo pelo técnico para vier consertar a impressora como você me pediu e ele me fura!?

Funcionário A: – Vixi, agora não vou poder imprimir aquele relatório que você me pediu na semana passada porque a impressora está com problema; (por que não entregou antes? nem me importaria de me entregar depois que a impressora for consertada.)

Funcionária YY: – Eu até pensei em ligar para o técnico, mas não tinha o número. Tentei achá-lo para pegar o número do técnico, mas era bem o horário do meu almoço e acabei me esquecendo depois; (ela pensou e tentou, enfim, não fez nada para ajudar e agora fica alugando meu tempo para explicar por que não ajudou?)

Funcionário B: – Eu tenho uma impressora igualzinha em casa, ela também começou a dar problemas um ano depois da compra. Tentei de tudo mas o valor do conserto é quase o mesmo de um novo e eu acabei comprando de outra marca. Da próxima vez que for preciso trocar de impressora, não compre essa marca, compre a marca que eu comprei; (realmente a pessoa acha que agora é o memento ideal para se gabar?)

Funcionária YY: – Eu não sei o que acontece com as pessoas de hoje, marcam e furam! Eu se fosse você, procuraria técnico de outra empresa e não ficar dependendo da boa vontade de uma única empresa! Aliás, da próxima vez você poderia me pedir para ligar para empresas para chamar os técnicos; (por que não ofereceu a ajuda ontem quando veio me dizer que impressora quebrou?)

Funcionária C: – Essas empresas de impressora fazem isso de propósito, parecem que programam a impressora para quebrar sempre logo que vence a garantia do produto!? A vida é assim, né? (quero que a impressora volte a imprimir e não uma aula de filosofia!)

Funcionária YY: – Quero deixar bem claro que não fui eu quem quebrou a impressora, tá? A impressora já estava comendo as folhas sulfites de vez em quando papeis e a gente tinha que abrir a impressora e soltar a folha para que ela continuasse a imprimir. (mas nunca falei ou insinuei que foi elam que quebrou a impressora, por que ela vem me dizer isso?)

Funcionária YY: – Mas pode contar comigo caso o técnico venha em outro dia, só não estarei aqui na segunda de manhã, terça de tarde, quarta o dia inteiro, quinta de manhã e sexta o dia inteiro. O resto do tempo, pode contar comigo! (acho mais fácil eu mesmo esperar o técnico a decorar os horários livres dela, aff…)

O técnico conseguiu vir no mesmo dia, à tarde. Eu mesmo o recebi e acompanhei, consegui um descontão sobre o valor da visita e e do conserto e ainda uma garantia de assistência extra por 6 meses.

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Há também muitas outras explicações do tipo:

– eu não consegui fazer isso porque aquilo ou aquela pessoa me atrapalhou e eu não consegui …

– eu esqueci de fazer tal coisa porque isso aconteceu ou aquela pessoa me fez esquecer e acabei não fazendo …

– eu queria ter feito isso mas isso aconteceu e não fiz …

– era para eu ter conseguido fazer isso, mas por causa da falta de dinheiro ou da falta de apoio dos pais não consegui …

– eu teria conseguido tal coisas se os livros fossem melhores e colegas mais participativos …

– eu não sabia, por isso não fiz …

– se eu fosse mais rico ou mais inteligente talvez conseguiria fazer mais …

– ah, se eu não tivesse cabulado aula de matemática eu poderia …

– se mamãe tivesse me obrigado a estudar mais quando era criança, hoje eu conseguiria …

O maior problema para mim é que todos já sabem o que e por que algo deu errado, explicar mais sobre o que ou por que as coisas deram erradas não ajuda em nada.

E o principal motivo para minha impaciência é que essas pessoas fazem questão de frisar aquilo que todos já sabem e ainda obrigam que você ouça tudo o que tem para falar. E não só isso, elas quase exigem que você concorde com elas ponto por ponto.

E na maioria das vezes, as pessoas que gostam de explicar tanto sobre as próprias explicações, acabam transferindo a culpa em outras pessoas ou em fatores externos, que sempre “independe” delas!

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Como já disse anteriormente, não duvido do que as pessoas falam. Muitas delas realmente falam com maior sinceridade enquanto outras podem falar por falar, sempre “tentando se explicar” sem parar.

Tenho certeza que elas realmente podem se lamentar pelas coisas erradas que aconteceram, mas percebo que elas também não querem fazer algo de diferente para que essas coisas erradas não aconteçam de novo, faltam-lhes atitude!

As pessoas geralmente que são rápidas para apontar os erros são pessoas que olham somente para “o que” aconteceu antes ou “o que” acontece agora! São poucas que realmente quererem olhar para o “por que” já que para isso é preciso analisar e refletir sobre o que aconteceu e isso geralmente dá muito trabalho!

Essas pessoas sempre acham mais cômodo mudar outras coisas ou outras pessoas do que mudar a si mesmo. As pessoas sempre acham que a maneira mais fácil de lidar as coisas é tentar mudar as coisas ou outras pessoas.

Só que a vida nos mostra CLARAMENTE que é muito difícil de mudar outras coisas ou outras pessoas pois não se tem controle sobre elas. A única pessoa que você “teria” controle é somente sobre si mesmo!

Mas sempre vamos achar que é mais fácil mudar outros para nos adaptar porque sabemos no fundo do coração quão difícil é mudar a nós mesmo!

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Sempre penso comigo, sou daqueles que espera que outros mudem para que as coisas em geral comecem a melhorar também? Ou sou daquele que prefere se esforçar para melhorar a mim mesmo para que as coisas em geral comecem a melhorar?

A vida me ensinou que devo sempre escolher a segunda opção mesmo sabendo que preciso me esforçar para me mudar e melhorar porque todos sabem muito bem o quão difícil é tentar mudar as pessoas. Se já sei que é um trabalhão fazer algumas mudanças em mim mesmo (que na teoria teria total controle), querer mudar outros ou querer que outros mudem por si só é muito mais difícil, não?

Pelo menos eu tentando com tudo que sei, se a mudança vier saberei que fui eu. Mas se a mudança não vier, também saberei que fracassei na tentativa e farei novas tentativas. E o mais importante é que não terei outras pessoas como desculpa para quando algo der errado.

E quem sabe com isso, eu posso parar de ficar explicando, principalmente sobre explicações.

Coisas Que Você Não Percebe

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Estava empolgado para reencontrar um amigo que veio do Japão para passar algumas semanas aqui, principalmente para rever seus pais que moram aqui. Foram anos sem nos vermos! Não vou dizer aqui quantos para não revelar minha idade aqui, rs.

Na verdade, ele foi colega da faculdade e depois de se formar, tentou várias coisas aqui no Brasil mesmo e em outros países como Israel e Inglaterra, foi no Japão para cuidar dos avós e ficou lá desde então.

Para mim, este meu amigo sempre foi o mais autêntico da turma! Se dava bem com todos os grupos da classe (nerds, intelectuais, turma do fundo de sala, repetentes, turmas de outros anos e de outros turnos, etc.). E foi um dos poucos que conseguiu terminar a faculdade em 4 anos!

Eu não diria que éramos bem próximos na época da faculdade, mas mantínhamos uma ótima relação! Hoje pensando bem, acho que sempre houve um respeito mútuo muito forte que nos manteve nessa distância (sem ser íntimo demais como também sem ser muito distanciado).

Ele não mudou muito, tanto na aparência (peso e cabelo) como seu jeito (sempre com um carinho e humor cativante), Trouxe sua família toda (esposa e três lindos filhos). A mulher é uma típica japonesa muito simpática, falando um inglês sem sotaque e de fácil entendimento.

Não sei quanto a ele, mas foi uma emoção muito boa reencontrá-lo depois de tanto tempo. Não houve momento de constrangimento (aquele silêncio onde as pessoas sentem necessidade de preencher com palavras e mais palavras), houve sim aquela sensação agradável de se sentar e conversar com um amigo presente, tudo à vontade sem forçação de barra e nem fingimentos.

No reencontro e na despedida foram dois abraços que só com a idade que nos fazem compreender. Abraço forte e longo, uma mistura de saudade e de alegria (em se rever), ao mesmo tempo com uma certo conformismo percebendo claramente o que o tempo faz com a gente.

Confesso que também senti uma certa melancolia ao abraçá-lo, meio que pressentindo que pode não haver um próximo reencontro (seja pelo tempo ou pela distância)!

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Mas o que me surpreendeu e gostaria de colocar aqui foi quando ele me perguntou nas primeiras conversas:

– E aí? Ainda ouvindo muito Rod Stewart?

Eu surpreendido pela pergunta, respondi:

– Que Rod? Quem?

– O Roooood Stewart!

– Rod Stewart?

– Mas é claro! Você me fez gostar dele e ouço até hoje.

– Nossa! Você tem certeza?

– Sim. tenho até o CD que você me deu!

– Eu dei um CD de Rod Stewart para você?! (juro que não me lembro disso, ainda mais do Rod Stewart!? Posso até ter gostado antes, mas realmente não me lembro. Faz muito tempo que não ouço as músicas dele.)

– Comprei um tocador de CD de você, tinha um CD de Rod Stewart dentro que você estava ouvindo e você acabou me dando de presente!

– Tenho pouca lembrança sobre isso, me desculpe.

– Mas como não? Além do toca CD ainda comprei de você um monitor, não lembra?

– Humm… Cara, faz muito tempo, né? (tentei mas não estava lembrando nada disso)

– Olha, obrigado por ter me me apresentado o Rod Stewart. Toda vez que o ouço me dá uma tranquilidade…

– Que legal! (e eu pensando comigo mesmo: acho que devo voltar a ouvir o Rod Stewart para me acalmar)

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Não foi a primeira vez que isso acontece comigo e acho que nem com os outros. Ou seja, coisas que eu fiz sem perceber mas que de certa forma influenciaram outras pessoas ou coisas que outras pessoas já se esqueceram que fizeram anteriormente mas que influenciaram a minha vida até hoje.

Sem querer me gabar mas houve dois outros casos parecidos que lembro bem.

O primeiro aconteceu ao entrar num restaurante e de repente um homem se apresenta e me chama de professor para meu espanto e das pessoas que estavam na sua mesa! Ele ficou tão feliz em me rever que depois ainda me apresentou para sua esposa e seus filhos dizendo: este foi o professor que ensinou português para mim quando cheguei ao Brasil.

O segundo foi quando uma amiga que me disse saber por que certos pais gostam que eu dê aula de reforço para os filhos deles. Eu realmente não consegui pensar em nada especial e ainda brinquei com ela dizendo que deve ter sido por causa do preço baixo que cobro, rs.

Ela acabou me dizendo de coisas surpreendentes que eu nunca tinha percebido como também nunca teria percebido! São coisas que nunca imaginei que outras pessoas pudessem falar sobre mim. Ainda bem que os pais falaram só aspectos positivos da minha parte.

Mas neste caso especificamente pensei comigo mesmo: muitas coisas boas que foram ditas podem realmente fazer parte do contexto, consequente das coisas que faço normalmente. As pessoas podem até exagerar um pouco, falar mais bonito, dar um detalhe a mais, acrescentar uma opinião pessoal – tudo bem que tudo isso fazem parte.

Mas há outras coisas que simplesmente não sei de onde as pessoas tiram! Não sei se entenderam errado ou exageraram na dose. Pois eu fiquei meio que sem saber quem era essa pessoa que os pais estavam falando (que neste caso era eu!).

Ou seja, não é tão difícil as pessoas irem relacionando coisas e mais coisas (juntando a realidade, interpretação errônea, opinião e imaginação) com o que você faz no cotidiano e ir espalhando por aí. E essa pessoa espalhada por aí pode se tornar tão diferente e tão distante da pessoa real que vive isso diariamente.

E o fato mais importante é que pode-se perder o controle disso depois.

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Lembro-me de um caso em que aconteceu ao contrário dos exemplos que citei acima: quando fiquei meio que indignado com a pessoa que não se lembrava da “influência” que exerceu sobre mim! Fiquei “indignado” porque era muito jovem!

Quando eu era criança, de vez em quando fazia entregas com minha tia (que tinha floricultura) no carro dela. Ela gostava tanto de uma música de cantora que fez muito sucesso na época que ficávamos caçando a música dessa cantora pelas inúmeras estações de rádio que tinham na época. Terminávamos de ouvir a música numa estação de rádio e já íamos procurar em outras estações para ouvi-la de novo! Olha que até hoje sei a letra dessa música de cor!

Minha tia se mudou para EUA e numa dessas raras volta dela ao Brasil mostrei a música para ela. Foi difícil de achar a música, mas consegui depois de anos de procura! Eu na maior expectativa de surpreendê-la acabei me surpreendo vendo reação dela após ouvir a música.

Ela simplesmente disse: – Bonita música.

E eu sem entender direito a reação dela ainda perguntei: – Você não se lembra?

E ela: – Me lembrar do quê?

– Da música! Da cantora! Que você tanto gostava e até me fez gostar!

– Qual cantora?

– Você não lembra?

– …

– Que puxa…

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Enfim, se você faz coisas boas, elas podem atrair mais coisas positivas. Mas se você faz coisas ruins, elas também podem atrair mais coisas negativas! E quando o efeito multiplicador é ligado, as coisas podem crescer de tal maneira que perde-se o controle sobre o que e como elas podem alcançar outros.

E não é só isso, como também há grandes possibilidades de a coisa se tornar incontrolável em que fica difícil de saber e diferenciar entre o que é real e o que é “enfeite” (tudo aquilo que foi acrescentado)!

As coisas positivas podem iludi-lo e você começar a achar que você é aquela pessoa “tão maravilhosa” que outros acham que é, Correr atrás para ser essa pessoa “maravilhosa” pode ser muito cansativo porque ela é irreal e inatingível.

As coisas negativas podem destruí-lo porque podem manchar sua reputação de maneira irreparável. Maioria das pessoas conhece aquele ditado: “a mentira corre e cansa, a verdade anda e alcança”, o problema é que alguns não tem tempo para esperar que a verdade alcance a mentira.

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Você já parou para pensar nisso? Que você faz coisas que você mesmo não percebe que de alguma maneira influenciam outras pessoas, querendo você ou não?

  • são positivas ou negativas as suas influências?
  • e como lida com as influências dos outros?

Lembram da fórmula matemática?

  • “+”“+” = “+”;
  • “-““-“ = “+”;

Não temos controle sobre o “+” e o “-” (em itálico) que recebemos da vida. Mas a nossa reação, seja “+” ou “-” (em negrito) pode transformar as coisas ou ou pessoas, Ou seja, a maneira como reagimos à vida pode fazer com que alcancemos resultados positivos.

P.S.: por favor, não entendam que o “-“ seja uma reação negativa, tipo coisa errada ou ruim, tá?

Quando a Gente Cresce

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Quando a gente cresce, as coisas mudam.

Quando éramos crianças somos mais protegidos pelos nossos pais, nossos avós, nossos tios, nossas tias e os adultos em geral. Talvez não percebemos, mas esses adultos enfrentavam as dificuldades por nós!

Ao crescer acabamos entrando nesse mundo fascinante, mas muito complexo para o que estávamos acostumados. Por isso quando éramos crianças ou adolescentes muitas vezes sofremos bastante com tanta mudança e transformação que acontece na vida.

Queríamos crescer mais rapidamente possível porque só vimos o lado “positivo” da vida adulta, livres e impedidos para fazer muitas coisas: tomar café, dormir tarde, assistir a filmes adultos, beber, madrugar, namorar, trabalhar, ganhar dinheiro, dirigir, não ter horário para chegar em casa, entre outros “privilégios”.

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Só que não sabíamos ou não fomos avisados de maneira adequada que para cada “avanço” que conquistarmos haverá também uma “responsabilidade” correspondente, sou seja, há sempre um preço a ser pago. O preço a ser pago pode não chegar na época da conquista, pode chegar aos poucos, como também pode chegar tudo de uma vez depois e é quando exatamente o sofrimento vem.

Quando éramos crianças ou jovens, quem pagava as contas? Ou as coisas eram de graça?

Quem pagava a conta se quebrávamos alguma coisa? Quem nos levava ao médico quando estávamos doentes? Quem pagava as contas desde fraldas, leite, água e de energia? Quem pagava as contas dos restaurantes ou da viagem? Ou achávamos que eram de graças?

Podíamos ter a ilusão que tudo é fácil e era só usufruir e aproveitar ao máximo as “conquistas” (tudo que a vida nos trazia de bom! Mas tudo tem seu preço, se não pagamos o preço foi porque outras pessoas pagaram por nós.

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Não só tudo tem seu preço em valor como tudo tem seu preço em sentimento. Esse valor sentimental (afeição ou apego) muitas vezes vale ou pesa muito mais que o valor em dinheiro. Entra aí a escolha, ou seja, quando você escolhe um acaba desistindo de outros, deixando-os de lado.

Quer ir estudar e aprender na escola onde tudo será estranho ou prefere ficar brincando em casa onde tudo é aconchego? Prefere viver sozinho para se tornar independente ou continuar a morar na casa dos pais onde tem o cuidado dos pais? Quer fazer sua própria comida e lavar suas próprias roupas ou ter tudo pronto com morando com a mãe que faz tudo para você porque ela “adora” fazer isso? Quer ir estudar numa escola ou faculdade longe de renome ou prefere estudar na escola ou faculdade de bairro onde estão seus amigos de infância?

Talvez uma opção não exclua a outra a curto prazo, mas a médio ou longo prazo é preciso escolher uma entre elas. Ou se sacrifica uma escolha para conseguir a outra ou perde-se ambas as escolhas. Por exemplo, como pode se tornar independente na vida se ainda tem roupinha lavada e comidinha feita pela mãe e todas as contas pagas pelo pai?

No começo da fase de adulto, pode-se até achar que pode ter as duas coisas ao mesmo tempo – puro engano! Você até poder ter um final de semana com todo conforto que a casa e os pais oferecem, mas é preciso seguir a sua vida o resto do tempo com as suas próprias pernas, ou se tornará um adulto imaturo e dependente! (e é o que acontece muito nos dias de hoje)

Por isso, quando a gente cresce, é ir assumindo coisas novas e dizendo adeus pras outras coisas.

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Mas se realmente quisermos crescer e amadurecer, além de escolher e desistir de certas coisas, é preciso também romper com o que tínhamos ou pensávamos (nossa zona de conforto) quando éramos crianças ou adolescentes.

Não é que a vida é cruel, mas as mudanças requerem escolhas entre o passado, o presente e até o futuro. O que serviu quando éramos criança não serve mais hoje. E como adulto, não posso também pensar somente sobre o presente, é preciso também já tomar consciência e pensar no que se quer no futuro!

Ou seja, é preciso começar a arcar com as escolhas do passado e as consequências do presente e já plantando algo de diferente para colher também diferente no futuro! Se sempre comeu muito é possível que esteja acima do peso e o que tem que fazer para lidar com isso agora? Precisaria fazer um regime para não ficar obeso e ainda seguir uma dieta e praticar alguma atividade para se manter no peso e evitar doenças no futuro.

Se antes os pais colocavam as crianças em várias atividade para ver a aptidão delas, chegou a hora de tomar decisão de seguir sua carreira! Talvez precise conversar com os pais sobre o que eles pensaram para você (quando você era criança) e o que você quer fazer a partir de hoje (fase jovem para adulta).

É preciso assumir posições, brigar (no bom sentido), lutar, tomar rédea de sua vida!

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Não é fácil comandar sua própria vida, ninguém nasce pronto para isso. E isso pode ser um processo árduo e sofrido e é necessário tempo e disposição para enfrentar as dificuldade para conseguir algum progresso. E esse progresso não significa necessariamente sucesso temporário ou permanente.

Quero dizer com isso que sofrendo ou não, enfrentando as dificuldades ou não, nada disso garante que você terá sucesso. E se obtivesse algum sucesso, ele é apenas temporário e não lhe garante sucesso na próxima empreitada.

Os adultos começam a acalmar e sossegar depois que começa a perceber que a vida é assim mesmo: não há vitória ou derrota permanente, não há sucesso ou fracasso permanente, felicidade ou infortúnio também não é permanente!

Talvez vitória ou sucesso ou felicidade pode ser um pouco mais difícil de ser alcançado, mas não são de maneira alguma incompatíveis com a vida adulta!

Não tenho tanta certeza, mas acho que felicidade na fase da vida adulta depende muito da cabeça do indivíduo. Depende de como ele enxerga o mundo, depende do que ele busca, depende de suas expectativas, etc. Enfim, depende antes de tudo de como ele realmente é, como se enxerga e como se encaixa neste mundo em que vive.

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O excesso de expectativa pode gerar insatisfação e frustração. Excesso de expectativa pode ser sobre si mesmo (o que uma pessoa pensa que consegue: ser isso, comprar aquilo, ter tal emprego, superar alguém ou alguma situação, amar sem sofrer, etc.) ou sobre a vida (o que uma pessoa pensa em receber: oportunidades, ser amado, aprovação dos outros, bens, felicidade, etc.).

Geralmente não acaba bem quando há um desencontro entre a expectativa do homem e a realidade da vida! Ou seja, é frustração na certa quando o que uma pessoa acha que consegue e o que ele realmente consegue na vida está muito distante um do outro.

Muitas vezes a vida pode ser difícil para alguns, mas outras vezes pode ser que a expectativa é que estava muito além do seu desejo ou muito acima da sua capacidade. Para sair desse dilema, não é o que você espera e nem o que a vida oferece – é como você enxerga e entende a vida!

Você entenderia quando se luta demais e mesmo assim não consegue muita coisa porque simplesmente a vida não lhe ofereceu tanta chance assim? Ou vai se lamentar por resto da vida que a vida não foi justo com você?

Você se consentiria se vendo fazer mole porque acha que a vida não lhe dará muita coisa em troca, principalmente vendo exemplos dos outros? Ou entende que a vida não seria bela se não for vivida da melhor maneira, ou seja, batalhando sem esperar uma troca?

Você seria capaz de assentir quando não for escolhido mesmo sabendo que é muito melhor que o concorrente? Ou você sofreria um pouco e partiria para outra porque sabe que a vida é assim mesmo, não se ganha sempre?

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É… a gente queria crescer o mais rápido possível quando éramos jovens pois achávamos que infância ou juventude era chato e que a vida adulta era tudo de bom!

Mas quando a gente cresce, a gente começa a perceber (mesmo que lentamente) que muitas coisas mudam.

Quando a gente cresce, a gente tem que lidar com muitas coisas novas e diferentes: assumir novas responsabilidades.

Quando a gente cresce, a gente pode até conquistar coisas novas mas ao mesmo tempo terá que desistir de outras.

Quando a gente cresce, dá para ser feliz, talvez não com a mesma frequência ou intensidade quando éramos mais jovens.

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O que não pode acontecer ou não se deve permitir que aconteça é quando a gente cresce a gente se esquece do que eram importantes.

E o que eram importantes? Família, amizades, simplicidade, honestidade, humildade, etc.

Mas o mais importante de tudo era com a gente mesmo! Você é aquela criança ou jovem melhorado ou piorado? Você ficou mais maduro ou mais mimado? Você tem agradecido mais ou tem reclamado mais da vida?

E o principal de tudo: você tem sido fiel a si mesmo?

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Quando Você Já Sabe Tudo

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“Os velhos acreditam em tudo, as pessoas de meia idade suspeitam de tudo, os jovens sabem tudo.” – Oscar Wilde

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Até fico meio envergonhado em colocar aqui mais uma vez sobre coisas ou pessoas que me incomodam, porque já escrevi alguns ou muitos post sobre isso aqui, rs. Mas peço que tenham paciência comigo.

Geralmente ao tentar analisar isso (descrevendo aquilo que me incomoda) sinto-me melhor depois e percebo que acabo até entendendo mais e melhor sobre tudo isso. Acho que pelo simples fato de escrever para desabafar acabo entendendo melhor a situação e consigo enxergar melhor as outras pessoas e a mim mesmo – tudo isso acaba aliviando um pouco o porquê desses incômodos que tanto batucam a minha cabeça!

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Bom, ultimamente o que vem me incomodando são pessoas que acham que sabem tudo!

Jovens geralmente acham que sabem tudo! Mas sabemos que a característica dos jovens é isso mesmo, acontece principalmente pela pouca idade que têm, mas a fase geralmente passa.

Faltam-lhes maturidade no início mas na maioria das vezes o “senhor tempo” acaba ensinando para eles que as coisas não funcionam ou se resolvem exatamente do jeito que eles imaginam porque tudo é muito mais complexo do que imaginam.

Além do mais, com o tempo eles acabam percebendo que os adultos e os idosos de hoje também já foram jovens e também não conseguiram mudar o mundo do jeito que gostariam! Hoje essas mesmas pessoas adultas são simplesmente mais pacientes e tolerantes.

Muitos idosos também acham que sabem tudo!

Os idosos realmente sabem de muitas coisas pois são experientes e já viram muita coisa da vida que só se aprende vivendo. Mas por outro lado há muitas coisas novas acontecendo, principalmente na área de tecnologia e de costumes sociais que não estão acostumados ou adaptados.

Talvez o problema com os idosos está em acharem que a vida já lhes ensinou tudo e em vez de aconselhar e principalmente trabalhar junto com outras pessoas, querem somente ensiná-las com suas experiências. Na maioria das vezes o que atrapalha não é o que eles sabem, mas sim como eles transmitem o que eles sabem às outras pessoas.

Destaquei dois grupos de faixa etária, mas não quero generalizar. Não são todos os jovens ou todos os idosos que se acham e sabem tudo. Se baseado nessa politicamente correto, não quer dizer que não possa ter uma criança ou um japonês ou uma mulher heterossexual ou um imigrante funcionário público que também se acha um sabichão!

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“Geralmente aqueles que sabem pouco falam muito e aqueles que sabem muito falam pouco.” – Jean-Jacques Rousseau

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Não me incomoda nem um pouco as pessoas que acham que sabem tudo (pela falta de instrução ou estudo) porque neste caso elas são apenas tolas, fazendo burrices. Geralmente acontece numa fase da vida e na maioria das vezes aprenderão mais para frente com a vida que não sabem tudo.

Mas não são sobre elas que escrevo. Seguem abaixo algumas características das pessoas que escrevo:

– escutam pouco e falam muito, aliás, não param de falar (fala sem parar sobre qualquer coisa sempre impressiona as pessoas, mesmo que seja sobre assuntos alheios);

– falam de coisas que aconteceram com outros, dificilmente dizem algo que aconteceram com elas próprias (pois não vivenciaram pessoalmente o que dizem que sabem e daí a necessidade de falar sobre vivências dos terceiros);

– precisam a todo momento afirmar a todos e a si mesmo que sabem tudo, muitas vezes com mais e mais explicações desnecessárias (caso contrário, temem ser revelado que na verdade não sabem aquilo que dizem que sabem);

– repetem as mesmas coisas ou abusam de frases de efeito para parecerem que sabem de muita coisa (muitas vezes dão um de perdido só para não darem chance de serem questionadas, pois não saberão muito o que responder quando são indagadas);

– quando são questionadas e pressionadas começam a atacar as pessoas e não os fatos (dessa maneira tentam intimidar as pessoas que têm a audácia de questioná-las);

– não param de reclamar sobre certas coisas ou certas pessoas (pois estas coisas ou estas pessoas servirão exatamente como desculpas para qualquer erro seu no futuro);

– cuidam pouco ou escondem ao máximo sua própria vida mas adoram dar palpites na vida dos outros (isso acontece porque sua própria vida não é desafiadora que ao se intrometer na vida dos outros, acabam meio que vivendo a vida “mais interessante” dos outros);

– adoram ensinar outros e sobre tudo (fazendo isso de maneira repetitiva, a longo prazo isso as “tornam” meio que “experts” da vida);

– desconversam sobre tudo e falam muitas coisas sem importância (algo fora da realidade e muitas vezes algo imaginado por elas) e isso a longo prazo acabam virando em muitas mentirinhas, até em mentiras compulsivas (usam e abusam de blasé para se esconderem e ao mesmo tempo parecerem sempre superiores);

– as atitudes e ações não batem com o que pregam ou dizem, muitas vezes a contradição chega a ser bastante escancarada! (essas pessoas acreditam tanto que sabem tudo que não percebem essa disparidade ou já estão cegos até para enxergar isso);

– total ausência de auto-crítica e quando há algo parecido com auto-crítica, é para lhes dar desculpas para fazer mais do mesmo. (sem auto-crítica essas pessoas vivem num mundo real paralelo onde acreditam somente naquilo que querem acreditar, mas de vez em quando usam-se de auto-crítica para dar uma falsa aparência de humildade);

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O que me incomoda são aquelas pessoas que têm consciência que não sabem (sabem muito bem da sua própria ignorância), mais insistem em parecer que sabem (continuar a parecer “experts” que sabem tudo!

Essas pessoas simplesmente negam a realidade para reconhecer a própria ignorância e ainda esperneiam, fazem de tudo para manter escondido ou encoberto mentiras: não sabem direito aqueles que se dizem que sabem. Ou seja, preferem em insistir em parecer algo a começar a estudar realmente para saber e entender as coisas.

Essas pessoas preferem tentar enganar outras pessoas a reconhecer sua ignorância. E não só isso, o pior é que fazem questão em afirmar para todos que sabem tudo, querem provar a toda hora para outros que sabem tudo!

Adoram usar frases como:

– “Eu já sabia disso” ou “eu já sei” ou “isso sempre acontece comigo”! São típicas frases que essas pessoas têm na ponta da língua para mostrarem que estão a par de tudo, usam também essas frases para participar de tudo que outras pessoas estão discutindo – inclusive abrindo brechas para se intrometer nas vidas alheias!

– É verdade, “isso já aconteceu com um amigo meu” ou “isso já aconteceu com um parente meu”! Outra frase de efeito que as torna íntimas de tudo que acontece com outras pessoas e ainda as fazem parecer detentoras de muita sabedoria, meio que dando abertura para  poderem “ensinar” mais outras pessoas.

– “É melhor se prevenir a remediar” ou “é bom se cuidar”! São outras frases positivas muito usadas (sempre bem vindas) mas que na verdade não significam nada, só que quando são ditas nos momentos inadequados acabam virando negativas. Essas frases ajudam a encobrir ignorância dessas pessoas que acham que sabem tudo, fazendo-as parecer cultas e sábias.

– não precisa nem dizer, “esse XXX sempre faz tudo errado” ou “YYY é ruim mesmo” ou “isso sempre acontece comigo”, etc. Frases que apontam culpa em direção às outras pessoas, tentando se isentar de tudo que acontece de errado.

– “sou teimoso” ou “sou chato” mas “sou muito sincero”, entre outras frases que usam, mas não para fazer auto-críticas e sim para avisar os outros a que vieram. Geralmente usam isso como pretexto para suas próprias atitudes impulsivas ou descontroladas.

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“É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe.” – Epíteto.

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A verdade é que ninguém gosta de conviver ou trabalhar junto com os sabichões, aquelas pessoas que acham que sabem de tudo! Isso porque geralmente essas pessoas agem como se fossem superiores (por nenhuma razão) e ainda não param de querer ensinar os outros (e na verdade não tem o que ensinar).

*O que percebo é que essas pessoas não param de buscar melhorias apenas para sua aparência (ou tudo aquilo que as fazem parecer sábios para outros) em vez de procurar acrescentar o conteúdo interno (aprender e experimentar de verdade como lidar com coisas e pessoas de maneira adequada). Acho que seria muito mais interessante e útil gastar o tempo que tem para procurar aprender realmente sobre os diversos assuntos da vida, vivenciá-los e aprender realmente com eles.

Mas muitas dessas pessoas que preferem gastar seu tempo e dinheiro precioso em aparecer ou parecer que sabem tudo! Preferem dar um de “entendido” ou “expert”, contar mentirinhas, contar muitas verdades não relacionadas mas convenientes, fingir que sabem muito, acreditar na sua verdade imaginada ou criada, ficar se disfarçando, etc. – enfim, preferem não encarar a verdade e ficar vivendo só de aparências.

A minha tese é que fazendo isso, essas pessoas só se prejudicam e acabam também prejudicando outros também. Se por um lado elas não sabem direito o que estão fazendo e nem aprendendo, por outro lado outros podem estar aprendendo coisas erradas (já que estão convivendo com elas). Sem humildade e se achando que sabe tudo somente colabora mais ainda para que uma pessoa se retroceda na vida.

E o pior de tudo, como podem melhorar ou aprender coisas novas se sempre acham que sabem tudo? É como um copo cheio, como vai encher de outras coisas se ele já estiver cheio? Um copo sempre cheio é como uma pessoa intransigente e teimosa, não se permite receber diferentes  ou mais coisas (muitas vezes podem ser melhores).

Nossa cabeça deveria ser como um copo vazio para poder ser preenchido de coisas boas e novas, mas para isso há de deixá-lo sempre fluente! E para que seja fluente há necessidade de se esvaziar sempre que possível, para poder receber mais e diferentes coisas maravilhosas.

A vida, como a cabeça, também deveria ser fluída e espontânea para poder captar as melhores coisas que há na vida da melhor maneira possível! Mas se você a engesse ou a endurecesse com coisas que já sabe ou coisas que imagina que sabe, acaba não ser capaz de receber coisas diferentes e novas.

Sempre há diferentes formas ou novas formas de viver a vida. Você pode saber de muitas coisas, mas sempre há maneiras diferentes (muitas vezes muito mais interessante e divertida) de se encarar a vida. Se insiste em sempre comer o prato típico (arroz, feijão, bife, batata frita e salada), nunca experimentará caviar, sashimi ou foie gras por teimosia. E uma vez que experimentou sashimi ou foie gras não quer dizer que comerá só isso no futuro!

Muitas dizem não para esses pratos exóticos, tudo bem! Mas maioria dessas pessoas nunca experimentou antes para dizer que não gostaram e por isso não querem. Medo, receio, cegueira, ideologia, religião, entre outros fatores influencia as nossas tomadas de decisões e quem perde com essas privações (escolhas erradas) somos nós mesmo!

Por isso, tome muito cuidado quando você acha que já sabe tudo!

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“Deve-se aprender fazendo a coisa; pelo pensamento você acha que sabe. Você não tem certeza, até que você tente.” – Sófocles

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Onde Está Wally?

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Era uma vez uma menina muito simpática e de certa forma sensível chamada Maria. Ela morava com seus pais e irmãos(sendo um deles já adulto) numa casa grande e confortável. Devido à sua personalidade meiga, a Maria é uma menina feliz e todos gostavam dela!

A condição financeira da família da Maria melhorou muito de um tempo para cá pois nesta casa recém comprada num bairro muito bom a Maria tem seu próprio quarto. Os pais conseguem colocá-la numa escola particular de renome e ela ainda tem muitas outras aulas particulares como de língua estrangeira e balé!

Maria realmente não tem do que reclamar pois além dos pais carinhosos ela também anda sempre na moda com as roupas de marca e smartphones de última geração. Tudo realmente ia muito bem para Maria até que…

Por volta de um mês atrás, Maria começou a sentir um cheio estranho em casa. No começo pensou que fosse algo imaginário pois parecia que era algo que só ela sentia pois ninguém mais da família reclamou disso. ela toda insegura perguntou aos outros membros da família se eles estavam sentindo algum cheiro estranho e a resposta foi um sonoro “não” de todos!

Mesmo meio inconformada, a Maria continuou a tocar a sua vida. O mais engraçado é que esse cheiro estranho ora aparecia ora sumia, deixando a Maria cada vez mais insegura pois ela tinha certeza que esse cheiro não era da sua imaginação! O que mais a deixava chateada é que ninguém a levou a sério!

Depois de um algum tempo, Maria voltou a sentir um cheiro estranho. Desta vez o cheiro veio com muito mais força, Maria só não tinha certeza se o cheiro era o mesmo que ela sentiu antes. Ela reclamou com mais veemência com a família e de novo, ninguém da família sentiu nenhum cheiro estranho! E desta vez, houve até uma discussão mais feia porque Maria se sentiu desamparada por todos enquanto outros da família pensando que Maria estava doente (de cabeça) ou coisa parecida!?

Desta vez a discussão foi tão desagradável que o pai da Maria teve que ter uma conversa séria com a ela para saber por que ela insistia em dizer que estava sentindo um cheiro estranho já que nem ele e nem ninguém da casa sentia nada. Maria tentou se explicar mas não conseguiu convencer o seu pai e até levou uma baita bronca – o pai chegou a achar que ela estava mentindo, querendo chamar a atenção.

Maria percebeu então que estava sozinha nessa batalha, pediu desculpas e preferiu se segurar para não ficar mais discutindo com a família. Todas essas discussões deixou marcas na Maria porque ela começou a conviver com certa frequência um sentimento que misturava confusão, insegurança, culpa e insatisfação.

Começou a preferir passar o máximo de tempo fora de casa pois achava que seus amigos a entendiam melhor que sua própria família.

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A vida da Maria continuou com uma aparente tranquilidade até que um dia, sua mãe, com um ar de preocupação e de constrangimento a chamou na sala para conversar com ela em particular.

Sua mãe então lhe disse que não tinha certeza, mas parece que de vez em quando ela sentia um cheiro diferente, mas que não tinha certeza se era o mesmo que sua filha sentia. Ainda confessou que não era algo recente, mas devido às diversas discussões e brigas que a filha teve com membros da família, achou melhor se silenciar e procurar ter certeza do cheiro que estava sentindo.

Maria, a princípio até sentiu um pouco de raiva da mãe, mas acabou entendendo por que a mãe fez aquilo. E depois da confissão da mãe, Maria e sua mãe conversaram bastante sobre tudo que estava acontecendo (principalmente sobre o cheiro) e decidiram conversar novamente com outros da família!

Desta vez, a Maria foi mais incisiva na sua explicação a todos da família durante um janta já que contava com o apoio da mãe. A reação dos outros também foram mais amena em relação às discussões anteriores – papai e irmão tentaram ouvir e entender o que a Maria tinha para dizer sem tirar sarro ou desacreditá-la.

Apesar da família não ter chegado a um consenso, todos concordaram em prestar mais atenção para ver se Maria e a mãe estavam com razão ou não. E papai principalmente, se comprometeu a dar mais atenção nisso e prometeu passar em todos os cantos da casa para tentar descobrir de onde esse cheiro poderia estar vindo.

Enquanto isso, mãe e filha já começaram a procurar algo para eliminar esse cheiro estranho (agora bastante forte) que ambas sentiam dentro de casa. E não é que elas encontraram um bom desodorizador que eliminava esse cheiro estranho?! Um ótimo desodorizador disponível em qualquer supermercado que disfarçava o cheiro.

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Não passou muito tempo para o irmão da Maria começar a sentir um cheiro estranho também. E ele tinha tanta certeza do cheiro ruim que usou e abusou dos desodorizadores que tinha dentro em casa, chegando inclusive a acabar com o estoque em alguns dias.

A partir disso, todos da casa já não tinham mais dúvida do cheiro estranho porque agora ele estava forte e constante.

Nessa hora Maria nem mais achou necessário reclamar da “injustiça” que sofreu anteriormente, estava contente porque finalmente todos sentiram o cheiro que ela vem sentindo. Aliás, nem sabia se era para estar contente com isso, mas enfim…

Maria conseguiu ficar mais feliz ainda porque encontrou junto com a mãe um novo desodorizador que não apenas eliminava o cheiro ruim como ainda deixava o ambiente com um perfume gostoso!

Agora todos os membros da família concordaram que realmente há um cheiro estranho em casa. Papai não só concordou que também sentia um cheiro ruim como começou a ajudar a sua esposa e Maria a procurar um desodorizador mais potente para “eliminar” o cheiro ruim que estava cada vez mais forte.

Depois de tudo isso, a vida meio que voltou ao normal para todos mesmo sabendo que há um cheiro estranho dentro de casa. Ufa! O melhor é que acharam agora várias soluções para eliminar o mau cheiro: eliminador de odores, desodorizador, desodorante, perfume, entre outros!

E vocês acham que a família finalmente viveram felizes para sempre? É claro que não! rs

Mas a família é assim mesmo, está sempre brigando e reconciliando, muitas vezes por qualquer besteira!

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Fim:

1. O cheiro estranho nunca desapareceu, continua forte e constante.

2. Os membros da família nunca mais brigaram sobre a existência do cheiro estranho.

3. Pelo que ouvi, ultimamente os membros da família só têm brigado feio para saber que tinha conseguido o desodorizador mais eficiente para eliminar o cheiro estranho.

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Isso não acontece com família dos outros, isso acontece na nossa família!

Ou melhor, isto acontece conosco! Acontece direto na nossa vida, seja no trabalho, no amor, no estudo, com amigos, com os pais, filhos ou irmãos!

Só fico pensando comigo: como ninguém foi tentar saber de onde esse cheiro estranho vinha? Não seria mais essencial e importante saber o motivo do cheiro estranho para acabar com ele a ficar procurando desodorizador mais eficiente?

Algumas vezes é muito difícil encontrar onde esse cheio estranho está (como Wally), mas em outras vezes simplesmente não conseguimos enxergá-lo mesmo com o Wally diante dos nossos olhos (como a foto acima).

Será que realmente não sabemos onde está esse cheio estranho (Wally) ou apenas temos medo do que esse cheiro estranho (Wally) possa nos levar e preferimos nos preocupar com outras coisas?

Será que é burrice que nos faz não enxergar? O que me deixa apreensivo é quando estupidez ou má fé que nos deixa enxergar!

Então, onde está Wally?

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