Coisas Que Não Entendo 2

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Sei que posso parecer repetidor e até pedante pois penso que já vi muita coisa, mas sempre ainda sou surpreendido quando aparecem coisas novas que me deixam com um nó na cabeça! Para falar a verdade, nem são tão novas assim pois muitas vezes são coisas velhas, apenas disfarçadas de novas.

Bom, acho que neste segundo texto “Coisas Que Não Entendo” tentarei contar vários casos menores, sem ser tão extenso como foi o primeiro texto. São situações e acontecimentos do cotidiano recentes que têm me feito pensar e refletir bastante.

Tenho minha opinião formada em muitos desses casos, mas não tenho tanta certeza em outros. Mas posso dizer categoricamente que mesmo tendo minha opinião formada, procuro sempre entender as opiniões divergentes para continuar a minha incessante reflexão sobre tudo que é novo ou velho.

Posso ser criticado por ter opinião formada sobre os casos abaixo mas estou sempre pronto para mudar minhas opiniões, contanto que me convençam. E deixo claro aqui que cada caso é um caso, não acho certo generalizar as coisas.

Mas o mais engraçado é que acho que eu acho que conseguiria explorar melhor cada um dos exemplos citados abaixo de maneira mais ampla e até mais “completa” possível, ou seja, escrever um texto para cada cada exemplo, rs.

Bom, talvez seja muita pretensão minha, mas ainda vou pensar sobre isso. Enquanto isso, gostaria de convidá-los a ler os exemplos abaixo para sua própria reflexão. Geralmente as pessoas que discordam de mim são as minhas preferidas.

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1) As pessoas têm pressa em dar suas opiniões, mal leram um texto na internet e já começam a criticar o autor pelo conteúdo publicado.

Como a gente fica sabendo que geralmente essas pessoas não leram direito?

Fácil! Elas discordam da opinião do autor, mas o texto do autor fala e concorda exatamente com o que essas pessoas estão reclamando!

Dá para acreditar?!

Percebe-se aqui que muitas pessoas simplesmente não são capazes de compreender um texto ou porque não se esforçam nem um pouco ou porque têm preguiça para ler até final do texto ou porque realmente fazem questão de não entender.

E muitas vezes, essas mesmas pessoas confundem opiniões pessoais com opiniões baseadas em experiências, pesquisas e estudos científicos. Muitas delas desprezam qualquer estudo ou conhecimento e acham que bastam expressar o que acham: destilando achismo contra tudo e contra todos!

 

2) Algo não está dando certo ou em casa, ou numa empresa, ou num time ou até mesmo num governo.

Quando os responsáveis quando são questionados sobre o porquê dos erros, eles nunca consideram a hipótese de que eles mesmos podem ter cometido algum erros para corrigirem logo os erros cometidos. Estão sempre fugindo da realidade generalizando os erros ou apontando o que outros fizeram de errado, tipo:

– Mas todos erram, eu não sou infalível! (Mas e o reconhecimento ou confissão do erro? Se não reconhecem e assumirem os erros, não vão conseguir melhorar nunca!);

– O erro aconteceu porque choveu, ou porque não teve mais tempo disponível, ou porque não teve condição emocional, entre outras desculpas. (Usam-se as mais diversas desculpas esfarrapadas baseadas principalmente em condições externas (que fugiriam ao seu controle) como: meteorologia, tempo disponível, emocional, etc.;

– O erro não teria acontecido se o chefe tivesse me avisado antes, ou se meus colegas tivessem me ajudado mais, ou se as pessoas fossem mais colegas um do outro, etc. (Aqui elas culpam outras pessoas (muitas vezes inclusive Deus) para não assumirem nenhuma responsabilidade sobre o que deu de errado);

 

3) De novo, algo acontece de errado e as pessoas usam em demasiado “ismos” para jogar a culpa nos outros em vez de tentar melhorar e aperfeiçoar a si mesmo.

É claro que há casos reais de “ismos”, mas hoje esses “ismos” são usados de maneira generalizadas demais e de forma toda distorcida para tudo que as pessoas não conseguem alcançar ou por falta de esforço ou ajuda dos outros ou por falta de sorte (principalmente).

– o professor não me deu nota 10 só porque sabe que eu gosto mais de meninos ou de meninas (sexismo);

– o chefe chamou minha atenção só porque não sou branco (racismo);

– o chefe promoveu meu colega só porque ele é homem e eu não (machismo);

– etc.;

Essas pessoas exigem demais dos outros e se esquecem de estudar mais, de trabalhar mais, de se esforçar mais, de lutar mais, de fazer mais – de sacrificar mais que os outros para conseguir o que deseja.

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4) Vitimização: contra-ataque.

Quando uma pessoa prepotente (chefe ou funcionário) é questionada sobre alguma coisa que fez de errado, imediatamente se retrai mostrando surpresa para logo depois ficar indignada com a situação ou a maneira como foi questionada.

Em vez de se explicar e resolver aquilo que está errado, ela começa a atacar a maneira pela qual foi questionada ou até as pessoas! Geralmente minimizam o erro e aumentam suas críticas em relação ao porquê do questionamento e à forma como foi questionada!

Ou seja, partem para ataque para se defender de qualquer coisas. Vejam alguns exemplos abaixo:

– Com que direito você está questionando isso?

– Quem é você para questionar isso?

– Você não precisava ter gritado ou feito todo esse “escândalo” para isso, era só ter me perguntado com jeito! Se tivesse falado com calma, teria respondido numa boa para você. Agora não vou falar nada para você, só responderei para seu superior!

– Eu não admito a maneira como fui questionado, não sou nenhum irresponsável! Peça para alguém mais educado para falar comigo porque não consigo conversar com pessoas do seu nível, nem sabe gramática!

– Mas por que você está tão interessado nesse errinho bobo enquanto há outras milhares de coisas erradas muito mais graves por aí? Procure o que fazer, né?

– Você sabia que enquanto estiver gastando seu tempo nessa bobeirinha você estará perdendo dinheiro à-toa. Não acha mais interessante e se preocupar com coisas mais importantes? Isso porque quem perderá será você!

Ou seja, os acusados em vez de se defenderem com algum argumento, partem para contra-ataque acusando os acusadores por outros motivos, deixando-os acuados!

Essa pessoas não falam de maneira alguma sobre o erro cometido (o assunto do questionamento) e se defendem intimidando outros apoiadas em quaisquer outras coisas, menos o assunto do questionamento!

 

5) Vitimização: inversão de valores.

Há outros tipos de  pessoas (invejosas e inabilitadas) que quando são questionadas, se fazem de coitados ou vítimas para conseguirem compaixão de outras pessoas.

De certo ponto é até natural a gente querer defender os menos privilegiados, os com alguma deficiência, os menos capacitados – ou falando com as palavras corretas: os coitados. Essas pessoas coitadas realmente merecem beneficência ou compaixão das pessoas por mais diversos motivos humanos diferentes: simpatia, caridade, amparo, piedade e até de justiça.

– Ah, ele não pode ser tão ruim assim como todos dizem!? Mesmo ruim assim, é preciso dar uma oportunidade para ele, não? (geralmente essa pessoa é ruim mesmo e quando ouve esses tipos de conversa, acredita mais ainda que é injustiçada e não pensa em se aperfeiçoar);

– Os pais sempre o consideraram a ovelha negra da família, por isso que ele se tornou nisso. Coitado dele. (ele é ovelha negra porque sempre fez coisas erradas e não porque é chamado de ovelha negra que começou a fazer coisas erradas);

– Ele só precisa de uma ajuda para se erguer! Ninguém tem direito de condenar os outros! (sim, ele precisa principalmente de ajuda financeira! E quanto mais pessoas caírem nesse papo, mais dinheiro ele conseguirá e continuar a dar um de coitado);

– As pessoas não deveriam julgar ou condenar outros por um erro cometido no passado! (acho horrível jugar uma pessoa por um ou alguns erros apenas, mas se procurarem direito, geralmente essas pessoas cometeram vários erros e sempre sempre os mesmo erros);

Esse tipo de pessoas se vitimiza para aproveitar a boa vontade das pessoas para atingir seus objetivos. Exageram tanto na sua condição de coitado que fazem com que as pessoas os defendam sem perceber na besteira em que estão se metendo.

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6) Pessoas ou grupos de pessoas que se acham donos da verdade absoluta!

Quando estão ganhando, encabeçando ou liderando algo, acham que são escolhidos pelo povo e abençoados por Deus. Autoproclamam-se como os escolhidos (por terem ganho uma partida ou uma eleição) e se acham no direito de fazer o que quiserem sem dar satisfação para ninguém (muitas vezes, nem a si mesmo), chegando inclusive a menosprezar e zombar os adversários.

Mas quando estão perdendo, têm toda certeza do mundo que foram injustiçados. Acusam o adversário, críticos, imprensa ou forças ocultas (ou seja, o mundo inteiro) de construírem para sua derrota, como se fossem santos que não fizeram absolutamente nada para merecerem críticas!?

Essas pessoas, na maioria das vezes de má fé, sequer querem saber o que ou onde erraram. Não fazem o mínimo esforço para fazer um autoexame ou uma autocrítica sobre a realidade pois tudo que deu errado foi culpa dos adversários! Elas se consideram “deuses”, são incontestáveis e donas da verdade!

(Ou seja, o mérito é todo seu quando acertam ou quando as coisas estão indo bem, mas a culpa é totalmente dos outros quando algo dá errado.)

 

7) Muitas pessoas querem se sobressair ou se destacar de qualquer maneira e para isso usam o método mais fácil e talvez também o mais barato: rebaixar ou menosprezar seus concorrentes ou adversários em vez de mostrar sua própria capacidade ou competência.

Elas não se esforçam para competir ou concorrer com outras pessoas porque muitas vezes nem se quer se prepararam para isso. Acham preparos (como estudos, experiências e trabalhos) desnecessários – é muito mais fácil procurar apenas defeitos ou falhas dos concorrentes.

Muitas vezes com isso se bastam! E com isso não há nenhum estímulo interno para uma melhoria ou crescimento pessoal no intelecto, emocional, sentimental, espiritual, etc.

 

Usam frases como:

– Posso não ser o melhor, mas tem certeza que conhece bem o outro? Todos sabem que eles já fizeram coisas muito erradas (é rápido para dizer e espalhar o que seus concorrentes ou adversários fizeram ou fazem de errado);

– Pergunte para outras pessoas o que acham de mim e do meu concorrente, não perco para ele não, viu!; (pode até não perder para outro, mas ganhar que é bom mesmo, não consegue);

– Pesquise um pouco pela internet  ou no mercado sobre a grande cagada que o concorrente fez, isso pelo menos nunca aconteceu conosco (ou seja, pelo menos nunca aconteceu “até agora”, quem garante que não vá acontecer?);

– Posso não ser o melhor, mas já imaginou o que meu concorrente pode fazer de mal para vocês? (mais uma vez em vez de mostrar sua capacidade preferem usar qualquer outro método para atingir seu objetivo (neste caso: tática do medo) mais uma vez);

A médio e longo prazo essas pessoas não conseguem convencer ninguém porque geralmente são muito ruins naquilo que fazem e o pior é que não têm consciência disso.

E é por falta dessa consciência da realidade que elas continuam se achando melhor do que são na realidade e não procuram melhorias ou aperfeiçoamentos.

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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo.” – Abraham Lincoln

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8) Pessoas que reclamam e culpam os outros por “quase” tudo.

Tenho impressão que as pessoas não sabem mais como as criança mimadas são ou agem porque hoje vemos inúmeros adultos choramingando e exigindo as coisas sem fazer nenhum esforço – iguaizinhos a crianças mimadas!

Se os próprios adultos são mimados (os que não se enxergam e / ou com assentimento de outros adultos), vão achar que mimaça é normal. E quem poderia contrariá-los? E como esses adultos mimados podem dar exemplo de uma pessoa madura, ponderada e paciente para as crianças?

O que uma criança mimada ou um adulto mimado faz? Eles são impacientes, não gostam de ser contrariados, exigem e demandam atenção dos outros, reclamam quando algo não dá certo, querem tudo pronto e bonitinho à sua maneira e à sua disposição. Sabem muito bem exigir  seus inúmeros “direitos” e reclamar de todas as coisas que não lhes agradam, mas são preguiçosos para colocar a mão na massa e lhes faltam totalmente semancol e autocrítica!

As pessoas mimadas, ou seja, imaturas, têm os olhos somente para fora (meio e outras pessoas) e nunca para dentro (de si). Isso significa que elas conseguem enxergar facilmente os erros dos outros e sabem muito bem onde e como outros erram. São tão “observadores” de outras pessoas que viram tipo “fiscal” da vida alheia, querendo sempre falar dos erros dos outros.

Mas em “compensação” essas pessoas são péssimas para olharem para dentro de si. Elas mal se enxergam e não conseguem de maneira alguma enxergar seus próprios erros porque  acham que nunca erram ou estão sempre relativando seus próprios erros. Quando algo dá errado para essas pessoas, elas têm certeza que não foram elas que erraram e sim foram outras pessoas que erraram.

O lado engraçado e ao mesmo patético é que na maioria das vezes quando os erros dos outros nos incomodam tanto é porque esse erro é exatamente aquele que cometemos e que não percebemos.

 

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Bom, acho que tenho olhado para dentro de mim, mas acho que é preciso fazer isso com mais profundidade e constância.

Porque essas coisas que me incomodam podem ser como um espelho que está refletindo algo que ainda não descobri ainda. Mas também já pensei na hipótese que também pode ser que esteja refletindo algo que estou querendo esconder.

E se for algo que estou querendo esconder, será que é uma reação natural de autoproteção ou porque estou simplesmente negando a realidade do que está acontecendo?

Tudo isso é simplesmente intrigante para mim mesmo!

 

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Nada x Qualquer Coisa = Nada

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Numa segunda do mês passado, não consegui me conter e comecei a rir muito, quase que de maneira incontrolável depois de ler o texto “Até os orixás Estão de Saco Cheio” do filósofo Luis Felipe Pondé publicado na Folha de São Paulo.

Selecionei um trecho do texto só para vocês acompanharem o que ele escreveu:

“Numa gira (evento em que entidades da umbanda atendem pessoas em suas agonias cotidianas), um Caboclo (caboclos são da linhagem de Oxóssi) de grande experiência em atendimento (cujo “cavalo” é um pai de santo de enorme sucesso no ramo) se aborreceu profundamente com as demandas de seus “clientes” ali presentes.

A irritação do Caboclo (eu sei o nome dele, mas não quero expô-lo aqui) foi com as “conversinhas” de seus clientes ali presentes. Segundo o Caboclo, todo mundo só queria falar com ele sobre “bobagens mesquinhas”. E ele, vindo de “tão longe”, perdera a paciência para atender pessoas tão bobas. Para nosso Caboclo, o irritante era a “infantilidade” das pessoas ali presentes.”

Bom, o importante aqui não é sobre qual religião ou onde aconteceu isso, pois eu pessoalmente não sou dessa religião e nem faço ideia de como é o local de onde aconteceu isso.

O que me chama muita atenção é que o assunto e o contexto são muito reais e atuais nos dias de hoje!

 

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Isso mesmo! Eu gostaria de escrever exatamente sobre essas “conversinhas”, “bobagens mesquinhas”, “infantilidade”, etc. que o autor colocou no seu texto.

Eu pessoalmente, venho percebendo cada vez mais quantidade de pessoas ou falando, ou discutindo, ou se debatendo sobre amenidades, “mesquinhas” e coisas bobinhas do dia-a-dia.

O problema não está em falar sobre essas amenidades, o que seria impossível! O problema começa quando as pessoas  colocam essas amenidades como prioridade, ou seja, quando começam a considerá-las como parte mais importantes da vida delas!

Quando isso acontece, há uma inversão de valores. Por exemplo, é de bom senso que comemos para vivermos e não ao contrário – vivemos somente para comer e comer!

Por isso para mim, muitas dessas amenidades são apenas mais e mais reprodução sobre “nada”! E o nada em si não leva a nada e nem ninguém para lugar algum!

Vou dar alguns exemplos de “conversinhas” abaixo:

– Você viu o que o fulano disse quando fez aquilo, como pode?

(Isso porque ouviu de outra pessoa ou leu de algum site sensacionalista – nem sabe se foi verdade);

– Eu não sou nenhum santo, mas XXX é muito pior do que eu. Ele só não faz isso e aquilo na frente de vocês e ainda ri de vocês e vocês só enchem meu saco!?

(A pessoa simplesmente não quer responder pelo algo errado que fez, mas pode acusar outros de erros. Acha que acusando outros para desviar o assunto – só que isso não o livra de responder sobre o que fez de errado);

– YYY disse que prefere comida japonesa a comida chinesa.

(Quem: um ex-BBB, um aspirante a ator, uma socialite ou coisa parecida. Razão: porque YYY é japonês);

– Fazer exercícios faz bem para saúde de uma pessoa  como ter uma dieta equilibrada ajuda a saúde.

(Todos devem fazer exercícios mas que tipo de exercícios, qualquer um? Uma dieta equilibrada quer dizer exatamente o quê? Dieta de baixa caloria? Para todos, sem exceção?);

– Sabe aquele vizinho nosso de muito tempo atrás? Ele fez isso ou aconteceu algo com ele;

(geralmente é um vizinho que você não se lembra e muitas vezes nem conheceu direito e ele fez coisas que qualquer um faria ou aconteceu nada extraordinárias com ele)

– Ah, eu tinha o mesmo problema que você ou a minha vizinha tinha também o mesmo problema. Eu não se é verdade mas ela fez isso e aquilo para resolver o problema.

(Tudo para entrar numa conversa para gerar mais da mesmo: falar ou discutir mais sobre aquilo que já estão falando ou discutindo. Pior é que é tudo hipótese, nada concreto);

São conversas típicos de puxadas de assuntos que realmente não interessam a ninguém…

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E é isso que vemos acontecendo na vida das pessoas no mundo de hoje. Mas isso não acontece  mais somente no cotidiano das pessoas porque as pessoas estão levando até isso rapidamente para o mundo virtual sem perceber.

E cada vez mais isso acontece na internet! As pessoas se acusam e se defendem “anonimamente”, se escondendo atrás de um perfil (verdadeiro ou falso). Ninguém mais discute (com argumentos), as pessoas querem apenas acusar, brigar e até insultar outros, baseado no o que cada um “acha”.

Outros partem para lado mais light e cômico como desrespeitando, tirando sarro, ironizando ou debochando os outros, mas a finalidade é sempre a mesma: falar sem se refletir e ainda quer impôr sua ideia sobre outros no grito!

Bom, quando uma discussão (com argumentos sem menosprezar o outro lado) é sempre deixada de lado e partem apenas para confronto, intimidação ou desrespeito – nada de bom pode sair disso! Ou melhor, nada sai do nada!

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Mas existe outros tipos de amenidades acontecendo, digamos que, de maneira mais imperceptíveis – não tão escancaradas ou escandalosas.

São aquelas amenidades que falamos no dia a dia que até tornam a vida mais gostosa (como moda, esporte, política, culinária – ou seja, entretenimentos em geral), mas que em excesso podem causar uma confiança cega (de que sempre está certo) e que termina sempre em discussões com outros que não estão de acordo.

Discussões bobas e sem propósito, ou seja, discussões em cima de discussões só causam atritos e desavenças. E as discussões só pioram e desgastam mais ainda ambos os lados quando isso acontece com uma constância e / ou por um período longo.

Quando a conexão ou a confiança não é estabelecida entre as partes, muitas vezes um lado começa a querer ensinar (porque se acha que sabe mais que outro) e o outro lado simplesmente não quer escutar (porque também se acha que sabe mais que outro).

E o que acontece quando há uma conexão e confiança entre ambos os lados? Quando isso acontece significa que há uma falta de sinergia acontecendo de maneira positiva. Isso geralmente acontece mais por falta de humildade ou semancol de um lado e excesso de confiança (soberba) de outro.

Esse tipo de relacionamento da falta de confiança geralmente parte depois para cobranças e retruques de ambos os lado que na maioria das vezes termina em acusações  e repreensões mútuas e até um rompimento traumático para ambos os lados.

E acho que aqui é uma dessa horas onde se iniciam aquelas “conversinhas”,”bobagens” e “mimimi” que o Pondé colocou no seu texto. Para evitar possíveis desgastes ou atritos, algumas pessoas começam a falar sem pensar muito e sem parar.

Essas pessoas são “experts” em dizer coisas agradáveis, genéricas e fáceis para permanecer sempre simpáticas! Elas evitam ao máximo possível qualquer enfrentamento ou porque são despreparadas para lidar com essas situações ou porque querem evitar de qualquer maneira certas situações.

Essas pessoas costumam usar frases similares conforme abaixo, geralmente exageram demais naquilo que querem expressar para desviar sua atenção:

– Você é “sim-ples-men-te ma-ra-vi-lho-so”, com certeza você “merece” usufruir o que você conseguiu “batalhar” até hoje;

– Aquela lá é um genro “modelo” para “todos” os homens do “Brasil”;

– Você é “tão” bonzinho, seus pais devem sentir “muito” orgulho de você;

– O cabelo da Gisele é “simplesmente” maravilhoso – “tudo” de bom mesmo!

– Você é “tão” capacitado e inteligente para estudos ou trabalho, “com certeza” você vai vencer na “vida”;

 

Agora imaginem uma discussão calorosa sobre cada frase acima?  O fulano falando mais do mesmo, o beltrano criticando o fulano por ter falado mais do mesmo e o sicrano querendo ensinar o fulano e o beltrano achando que ambos estão errados e só ele está certo!

Nossa! Que horror isso!

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Mas é o que mais acontece hoje em dia!

Muitas vezes, as pessoas na tentativa de disfarçar sua ignorância ou desinformação sobre certo assunto simplesmente começam a falar sem parar sobre amenidades ou mimimi (ou seja nada). Geralmente fazem isso para desviar do assunto sério ou para disfarçar e confundir outros.

E quando fazem isso precisam trazer o assunto para algo mais leve que não exigem tanto formalismo ou conhecimento, por isso “amenidades” são perfeitos para essas horas! Elas estão no lado extremo da ciência, não exigem nenhum preparo ou conhecimento, basta falar o que cada um acha e a conversa pode ir longe.

Por isso, as pessoas falam bem ou mal, criticam e discutem no facebook, acusam-se mas um segue o outro no Instagram, marcham e gritam palavras de ordem no meio da rua, postam e repassam pelo whatsapp, brigam e até matam por essas amenidade. E isso pode vira uma bola de neve!

A questão principal aqui é que que nestes casos, essas amenidades exaustivamente debatidas e discutidas são simplesmente besteiras que não acrescentam nada a ninguém. Ou seja, são “nada”!

Mas há muitas pessoas que acham falar ou discutir mais sobre o “nada” talvez o tornasse algo útil ou pudesse chegar a algum lugar!

 

Mas nada é que nem o número zero. Qualquer número multiplicado por zero dá zero, mesmo que esse número seja 1.000.000.000 (um bilhão)!

 

 

 

 

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Homenagem – Amigo MZ

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Como me senti mal por ter me esquecido dela por quase um mês. Isso nunca tinha acontecido antes. Pensei e pesei sobre as coisas e só posso culpar o trabalho e outras tantas coisas loucas que estão acontecendo na minha vida nestes últimos dois meses.

Ela voltou de uma viagem e foi logo me procurar e eu acabei sempre me esquecendo dela, ou seja, lembro sempre que preciso ligar para ela mas as coisas do dia a dia acabaram me fazendo esquecer dela.

Mas depois de tantos desencontros, conseguimos finalmente marcar para nos encontrar neste último sábado num restaurante chinês simples, pequeno e barulhento no bairro da Liberdade!

O encontro foi todo planejado e pensado por ela pois ela trouxe várias coisas para mim, inclusive uma lista com coisas que queria conversar (ou compartilhar) comigo, rs. Vi fotos de sua viagem e de seus parentes, ouvi ela resumir filmes que assistiu (e me estimulou a assistir também), falou muito sobre seus planos para este ano como também falou sobre novas viagens que pretende fazer.

Mas a melhor parte foi o que ela me trouxe e que me entregou logo que entramos no restaurante. Eram recortes de jornais, desenhos e textos que seu filho (ou seja, meu amigo) falecido fez e que foram guardados por ela por tanto tempo!

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Acho que já contei aqui uma vez sobre esse meu amigo. Ele era uma das pessoa mais espirituosas que já conheci. Era muito querido por maioria dos seus amigos (inclusive eu) por ser engraçado, simples, bondoso, carinhoso e extremamente inocente.

E um dos poucos arrependimentos que tive nessa vida foi não ter ido visitá-lo já totalmente debilitado no leito do hospital pois outros amigos me falaram que os pais não queriam visitas e ele também já não estava nem reconhecendo as pessoas.

Mas desta vez que reencontrei com a sua mãe não conversamos muito sobre ele, mas me lembro bem que fizemos isso (conversamos bastante sobre seu filho) no nosso último encontro que tivemos que aconteceu no ano passado, antes de sua viagem.

Acho que faz tempo que ela se conformou com a perda do seu filho. Hoje vive sua vida da melhor maneira possível – participando de muitas atividades físicas e sociais. Mas percebe-se claramente que algo morreu dentro dela.

Última coisa que ela me falou é que levaria as últimas cinzas que restaram do filho para jogar no mar nesta próxima viagem que faria a Fernando de Noronha. Pois dessa maneira não há mais nada que a prende nesta vida.

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Seguem abaixo dois textos que meu amigo MZ escreveu.

 

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O primeiro foi publicado no jornal da escola onde ele estudou.

Percebe-se claramente que ele é espirituoso e brincalhão! Mas o texto mostra claramente um pouco de como ele se sentia na época.

Há muita contradição neste seu texto, mas o mais interessante é que ele usa exatamente isso para rir de si mesmo e mostrando sua “preocupação” com a vida presente a e vida após a morte!

 

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Eu… sou o careta da classe, o “CDF” da classe, o chinês da classe e o quatro-olhos da classe, menos eu, só isso que não sou. Sou um pedaço do Pio XII, um pedaço… Nada mais do que isso. Sou como um bolo indigerível, só me veem por fora e o recheio nunca verão.

Sou o baixinho dos altos, o alto dos baixinhos, o “babaca” dos “bacanas” e o “bacana” dos  “babacas”. É duro ser “o chinês” no Brasil, o idiota no mundo dos “tô por dentro”.

Ridículo, me preocupo com o meu passado e o dos outros, com o meu futuro e o dos outros. Com o meu presente eu não me preocupo, porque sei o que cai em mim, mas não sei o que cairá, e é isso que temo, de não viver e me preocupar com a vida. Mas, mais do que isso, eu me preocupo com a vida após a morte, se é que os outros acreditam.

Mas, já que eu sou eu e sei que não estou vivendo, quero começar a vida nova com alguma colaboração.

MZ – 5a. série E (Colégio Bandeirantes, 1999)

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Ao descobrir a doença, meu amigo foi passar um tempo nos EUA para fazer uns tratamentos alternativos. Eu realmente não sabia da gravidade da doença, por isso quando ele voltou ao Brasil pensei que já estava “curado”.

Mas depois soube que ele começou a fazer quimioterapia e sua saúde foi piorando dia após dia, e foi exatamente nessa época que me aproximei mais dele – fazendo mais visitas.

Esse segundo texto foi escrito para sua namorada Elena quando já estava ciente da gravidade de sua saúde.

Eu de certa maneira invejo seu uso de palavras: não há como não notar e sentir uma beleza sutil e funesto, mas ao mesmo tempo uma tranquilidade resignada ou conformada com tão poucas e simples palavras.

 

A vida, Elena, a minha vida, é como uma vela na escuridão que, uma vez acesa, revela toda a beleza da luz e tudo que a rodeia.

Mas também revela sua efemeridade e a tua ausência.

O único jeito de se conservar uma vela é apagando sua chama.

Hoje eu a apago, na esperança de um dia reacender.

Não há nada de novo, não há mal no sono quando não há você.

 

Obs.: A cinza que a mãe jogaria no mar seria da Elena. Ela ficou com um pouco das cinzas do MZ, mas quando foi morar no exterior deixou para “sua sogra” guardar.

Sempre disse à mãe do MZ que acha difícil achar outro amor como o do MZ. Pensou em nunca se casar e realmente passaram mais de 16 anos.

Minha amiga nunca pode falar muito sobre isso porque é um assunto muito delicado. Não podia tomar partido do que a Elena quer fazer da vida. Sentia-se honrada com o que ela disse sobre o amor que sentia pelo MZ, mas nunca poderia encorajá-la a realmente nunca achar um novo amor.

Como soube recente que a Elena irá se casar depois de mais de 16 anos, achou melhor jogar a cinza que tinha guardada para ela no mar.

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Sim, sinto saudade do meu amigo.

Sempre que me lembro dele, só lembro de coisas boas que tivemos juntos no passado e inevitavelmente não consigo deixar de soltar um sorriso ou uma risada!

Toda vez que me lembro dele, lembro do seu sorriso maroto. Não penso como seria bom tê-lo vivo comigo no presente, mas sinto que o seu espírito me acompanha.

E nas vezes em que penso na vida após a morte também me lembro dele. Tenho quase a plena convicção que serei bem recebido e conduzido por ele no futuro.

 

Receita de Ano Novo

 

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Nas datas comemorativas as pessoas sempre recebem umas imagens bonitas junto ou não com algum texto de incentivo ou de encorajamento.

Neste final deste ano recebi pelo whatsapp um texto bonito intitulado “Cortar o Tempo” e destacando o grande poeta Carlos Drummond de Andrade como o autor – o que logo me chamou atenção.

O primeiro trecho do texto até pode enganar as pessoas, mas depois deste trecho o resto do texto parecia mais uma dessas receitas de auto-ajuda apelativas desejando e encorajando a felicidade das pessoas.

Bom, isso não pode ser do Drummond!

Fui pesquisar no google e logo descobri que o texto realmente não era do Drummond e sim do Roberto Pompeu de Toledo, mas também só o primeiro trecho do texto. O resto do texto foi acrescentado por alguém que quis se passar por Drummond.

Mas também redescobri que Carlos Drummond de Andrade realmente escreveu algo sobre sobre ano novo e o título do texto é: Receita do Ano Novo, que coloco abaixo.

Ressalto o último parágrafo do texto do Drummond pois acho que é de uma sensibilidade rara. A sensibilidade transmitida através da simplicidade das palavras mas que nos estimula a fazer uma reflexão mais profunda sobre muitas palavras que ouvimos ao longo do ano (talvez mais no final de ano): tempo, despertar, ano novo, tentativa, novo, experiência, merecimento, espera e consciência.

Apreciem…

 

 

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RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido).

Para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior).

Novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo.
Eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

 

 

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Coloco também aqui o texto Cortar o Tempo do Roberto Pompeu de Toledo mais outro autor desconhecido que tem se passado como Carlos Drummond de Andrade abaixo.

Lembrando mais uma vez que somente o primeiro trecho do texto (desde “Quem teve”… até “ser diferente…” é do autor Roberto Pompeu de Toledo.

O resto foram acrescentado por autor desconhecido.

 

 

CORTAR O TEMPO

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente…

Para você, Desejo o sonho realizado.
O amor esperado. A esperança renovada.
Para você, Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano,
desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
que sua família esteja mais unida,
que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas…
Mas nada seria suficiente…
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes…
e que eles possam te mover a cada minuto,
no rumo da sua FELICIDADE!!!”

 

 

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Feliz ano novo para todos!

 

 

Fontes:

http://edilsonqueiroz.blogspot.com.br/2010/01/cacando-mitos-cortar-o-tempo-nao-e-de.html

http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/cortar-o-tempo-em-fatias-nao-e-drummond-e-roberto-pompeu-de-toledo/#.VoWUlxUrK70

 

“Lição” do Filho

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Na quinta passada, quando estava almoçando com uma amiga (mãe de um amigo falecido), ela veio com uma história que me deixou realmente perplexo e chocado!

Ela me contou uma história de sua amiga que tem dois filhos adultos (ambos com mais 40), um mora no Brasil e outro nos EUA.

Essa amiga sua fez uma viagem longa dois meses atrás: uma para os EUA (foi para ver seu segundo filho recém casado) e a outra para o oriente (para rever sua parentada toda).

Quando estava nos EUA, depois de ter passado alguns dias, seu filho veio lhe dizer que estava a achando meio diferente. Perguntou isso porque estava achando sua mãe meio conservada e cerimoniosa demais em tudo para sua estadia na casa dele.

A princípio ela só desconversou e negou qualquer estranhamento, mas depois de muita insistência do filho, ela o revelou que estava tentando agir de maneira mais reservada possível por causa de “uma lição” que o seu irmão maior (que mora no Brasil) lhe passou alguns dias antes da viagem.

Este segundo filho sem entender muito bem, perguntou que “lição” foi esta? Como assim um filho dando uma lição na mãe para ela ficar mais reservada e receosa!?

Com lágrimas nos olhos ela contou toda história para seu segundo filho sobre a lição que levou do seu filho primogênito.

Umas semanas antes dela viajar para os EUA, ela foi fazer uma visita mensal ao seu filho e neto. Lembrando que tanto a mãe como o filho moram na cidade de São Paulo, apenas em bairros diferentes (que nem estão tão longe assim um do outro). O filho (que é médico) raramente visita seus pais e ainda por cima estabeleceu esse limite para que sua mãe visitasse o netinho.

O filho e a esposa resolveram deixar a mãe ficar com o neto e foram fazer outras coisas no almoço da visita! Depois de brincar bastante com o neto,  ficou com fome e como não tinha nada pronto para comer, resolveu fazer uma sopinha para ela e o netinho.

Bem mais tarde seu filho e a nora chegaram depois de almoçarem fora (sem levá-la). E algum tempo depois da volta de ambos, a mãe ouviu alguns murmurinhos e discussões entre o casal , mas sem entender nada do que estava acontecendo.

Antes da mãe pegar condução para ir embora, seu filho a chama de lado e deu “uma lição” para ela:

– mãe, você é convidada aqui na minha casa. Quem é a dona desta casa é a minha mulher! Você não pode ir pegando coisas da geladeira e da cozinha para fazer comida sem antes perguntar para ela!!

Ela ficou atônita com o que seu filho disse, ficou pasma e bastante constrangida ao ter ouvido isso do seu próprio filho! Como assim uma senhora de quase 70 anos ter que passar por uma situação tão embaraçosa e vergonhosa!?

Confessou para minha amiga que deu vontade de se esconder debaixo de algum buraco. Ficou arrasada e chorou por vários dias.

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Na hora eu demorei um pouco a acreditar nessa história toda. E para falar a verdade, estou inconformado até agora com o que aconteceu com essa amiga de minha amiga, rs.

Que absurdo um filho chamar a atenção de sua mãe só porque ela usou algumas coisas da cozinha e alguns alimentos da geladeira do seu apartamento!?

Minha amiga me comentou de maneira impassível: uma nora respeitadora e amorosa depende totalmente do filho criado! Ou seja, se a nora agiu dessa maneira, é poque seu filho teve quase que total responsabilidade nisso!

Depois disso ficamos sem nos falar por algum momento. Momentos constrangedores porque sou filho de pais vivos e ela é viúva que perdeu seu único filho, que por acaso era amigo meu!

Achava que tinha que falar alguma coisa para quebrar esse momento embaraçoso e continuar o nosso almoço. Na hora foi difícil achar algo adequado para dizer, mas acabei dizendo:

– Que situação, não? Nem sei o que dizer. Mas tenho certeza que seu filho nunca faria isso com você! E não estou dizendo isso só para agradá-la, mas é que eu o conheço muito bem para afirmar isso!

E ela demorou para falar alguma coisa e eu mais apreensivo ainda de ter falado ou relembrado algo!

Demorou um pouco e ela vira para mim, de olhos vermelhos e marejados e disse orgulhosamente:

– Sim, tenho certeza que meu filho nunca faria isso comigo!

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– Ainda lembro da primeira festa que ele foi sozinho quando era criança! Ele chegou muito feliz da festa e ainda me disse que tinha uma surpresa para mim! Dava para notar a felicidade no seu rosto porque ele não se continha de felicidade por estar segurando algo com tanta força na sua mão, que era para mim!

Ele abriu sua mão juntamente com seu sorriso irresistível e disse:

– Tô… aqui está seu presente que trouxe especialmente para você!

Era um doce todo amassado na sua mão. Toda curiosa, perguntei por que trouxe para mim em vez de comê-lo na festa mesmo? E ele respondeu sem pestanejar e rindo ao mesmo tempo:

– Gostaria que você tivesse apreciada a festa comigo. Se fiquei tão feliz ao ir para esta festa, nada mais justo que trazer um pouco dessa felicidade para você. Tome aqui o único doce que cada um recebeu na festa!

– Ele nunca se esquecia de trazer alguma coisa para mim quando vai a algum lugar – queria sempre compartilhar sua felicidade comigo.

E eu me segurei para não me emocionar.

Afinal, já se passaram 15 anos! Como o tempo passa rápido! Meu amigo se foi 15 anos atrás! Saudades!

Única coisa que me consola disso tudo é que mantenho contato com sua mãe. Quando olho para ela, vejo uma mulher pequena franzina no tamanho mas enorme em força e coragem!

Pensei comigo mesmo: essa lição que seu filho lhe deu foi muito melhor que a lição que sua amiga aprendeu com o filho dela.

Todos que conhecem esse meu amigo se lembram dele de uma maneira muito carinhosa. Apesar da tristeza, toda vez que o relembramos, o relembramos com um sorriso no canto da boca!

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Coisas Que Não Fazem Muito Sentido

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O mundo anda meio maluco, mas algumas coisas têm ficado mais que as outras.

Vejo muitas pessoas reclamando dos outros e do mundo, criticando todo mundo e de tudo e exigindo mais do mundo e dos outros! Essas pessoas acham que o mundo todo e outros mais devem algo para ele, ou seja, todos deveriam se adaptar a ele e não ao contrário!

A pior de tudo isso é que maioria dessas pessoas ainda se acham revolucionárias ao fazer tais reclamações e exigências!

As exigências (em relação aos outros) têm cabimento? Por que e para que todas essas reclamações (sobre outros)? E será que todas essas críticas (sobre outros) estão nos levando a algum lugar?

Eu fiz para mim as mesmas perguntas que essas pessoas fizeram, depois de refletir sobre as suas exigências, reclamações e críticas, tenho chegado a uma conclusão pessoal tão diferente delas.

Acho que algumas pessoas até podem ter razão de questionar várias coisas, mas querem mudar as coisas simplesmente no grito sem ao menos pensar no que podem fazer de concreto para contribuir com uma possível mudança. O que têm feito só geraram distorções e até injustiças, principalmente quando se confundem a justiça para todos com direitos iguais para todos!

Para deixar isso o mais claro possível o que quero dizer: não basta exigir mudanças sem que se participe ativamente delas! Não importa que mudança você busca, há de se trabalhar para conseguir isso e não simplesmente jogar toda a responsabilidade para os outros.

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Abaixo vou dar exemplos de algumas reivindicações que vi por aí que não fazem muito sentido para mim.

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1.Entender a democracia como só direitos e mais direitos, sem nenhum dever e/ou contribuições.

As pessoas acham bonito querer valorizar ao máximo a opinião de todos, tipo “democratizar” tudo! E a democracia para essas pessoas é fazer ou falar o que quiserem sem ao menos ter bom senso, porque não querem saber nada de regras.

Mas levar tão a sério palavras de uma criança quanto as de um adulto maduro ou um idoso que já vivenciou e experimentou muito na vida é um absurdo!

Já ouvi falar escolas que querem ouvir opinião dos alunos para currículo escolar: mas uma coisa é estar aberta para escutar e entender os alunos, outra é seguir preferências e ideias dos alunos para direcionar a escola!? Outro dia também vi pessoas ouvindo explicações sinceras e até engraçadinhas das crianças para os mais diversos assuntos da vida, mas deu uma impressão que as ideias das crianças são muito melhores que as dos adultos e que salvarão o mundo da destruição porque eles são bonzinhos.

As crianças ou jovens podem ser até sinceros, mas saber o que é certo e saber como fazer o correto já é uma história completamente diferente!

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2. Atores negros reclamando que a indústria cinematográfica ou televisiva é racista porque só mostra negros como escravos e mordomos ou empregadas (pobres) enquanto os brancos como proprietários de terras e patrões (ricos).

Sem entrar muito a fundo no assunto, mas até mais da metade do século passado as coisas simplesmente funcionavam desse jeito!? Para que isso mude, é preciso que o tempo passe e que os negros da sociedade possam começar a escrever suas próprias histórias como parte da sociedade e não mais como escravos ou mordomos.

Entendo o porquê da reclamação, mas acho que não foi feliz em relação ao momento e o alvo.

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3. Achar que as pessoas são infalíveis! Muitas pessoas exigem uma excelência dos outros que elas próprias não exigem de si.

As pessoas têm a ilusão que os jogadores têm que jogar sempre bem, principalmente para merecer o salário que eles ganham!? Se jogou bem uma ou duas partidas são considerados deuses, se jogaram uma ou outra partida ruim é porque são preguiçosos, vagabundo e ruins de bola! Se um empresário ou governante fizer algo errado é logo chamado de burro ou incompetente, como se pudessem acertar sempre!?

Tirando aqueles profissionais (sem discriminar cargo ou salário) que exercem sua profissão de má fé, todas outras pessoas são somente tão iguais a nós: têm dias bons e dias ruins! É impossível alcançar 100% do rendimento 365 dias por ano!

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4. Algumas pessoas acham que as coisas são fáceis na vida. Bastam assistir a umas palestras motivacionais e outros cursos intensivos que já viram logo um “expert” no assunto!?

Já vi tantas pessoas que nunca cantaram na vida, entra num coro e em alguns meses já estavam criticando outros coristas, regente e instrumentistas! Parecem com aqueles ganhadores de reality shows da televisão que depois de alguns ensaios e apresentações em programas já se acham que sabem tudo!?

Ganhar um concurso ou vender muito CD é uma coisa, mas para ser bom naquilo que se faz exige preparos e aprendizagens constantes. Os bons profissionais reconhecem humildemente que há outros bons profissionais no mercado e os respeitam, nunca tentam se destacar criticando os outros profissionais!

O maior problema de todos é quando as pessoas não tem semancol, critica os outros sem se olhar no espelho. Há sempre muito que aprender e melhorar.

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5. “Minoria” da sociedade quer que a sociedade reconheça seus direitos, o que acho muito justo!

Mas como elas próprias reconhecem: são minoria! Devem fazer de tudo para conseguir conquistar seus direitos, mas não há necessidade de atacar a “maioria” da sociedade que já “conseguiu” alcançar seus direitos. Há muitas pessoas que usam “preconceitos” e “bullying” alheios de maneira excessiva e errada dos para esconder seus erros e suas ignorâncias.

Deve-se trabalhar muito com os “pré-conceituosos” (ignorantes por falta de conhecimento) e ignorar os preconceituosos (convictos de má fé), mas usar preconceito invertido para atacar essas pessoas que são diferentes de você (ou seja, a maioria) só torna as coisas muito mais hostis e difíceis!

Enfim, se errou algo, admita que errou e vá corrigir o erro. Preconceito e/ou bullying podem ter influenciado no erro cometido? Podem. Mas quem errou foi você e não outros. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

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6. Corromper a inocência e a beleza da juventude em vez de valorizar o que o frescor que a juventude traz à vida.

Hoje em dia há uma busca insana para permanecer jovem, principalmente a beleza estética! Mas as pessoas se esqueceram que a beleza e a inocência da juventude está justamente na sua naturalidade e temporalidade!

As pessoas hoje querem alcançar uma juventude através de remédios e cirurgias que no fim só as tornam mais artificiais possíveis e muitas vezes com danos permanentes.

Neste caso, volta-se aquela pergunta: é melhor um adulto ter espírito de jovem para fazer as coisas e ajudar as pessoas ou um adulto tentando conseguir um corpo de jovem através de intervenções cirúrgicas para se sentir bem?

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7. Achar que as pessoas são 8 ou 80!

As pessoas têm a ilusão de outras pessoas: ou são totalmente corretas ou totalmente incorretas, ou totalmente boas ou totalmente más!

As pessoas que acertaram em decisões ontem podem errar em algumas decisões hoje. Mas isso não significa que ao errar as decisões de hoje, todos os acertos que teve no passado não valeram nada!? Como isso também não significa que só porque alguém acertou no passado que vá acertar tudo no presente e no futuro.

A pior parte de tudo isso é quando as pessoas julgam, condenam e descartam pessoas que cometem erros de maneira muito cruel – acabando com a reputação de uma pessoa! Será que só nós mesmo podemos errar enquanto não aceitamos um mínimo erro dos outros?

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8. Achar que a única forma de conseguir suas conquistas é derrubar outros.

Talvez a natureza nos ensinou a fazer isso, como os animais “irracionais”. Mas acho que a natureza também tem mostrado para nós alguns exemplos de divisão “racionais”. Talvez as pessoas que passaram por mais dificuldades ou carência emocional e material na infância tendem a fazer isso com mais agressividade, mas podem ser educadas ao longo do tempo.

A divisão pode nunca ser justa (para ponto de vista de cada um dos lados), mas a divisão será mais benéfico para cada um dos lados.

Entendo que muitas pessoas ainda relutam para aceitar “win-win” (ganha-ganha) porque não parece justo. Só que ele é um ótimo meio de divisão educacional para médio e longo prazo. Ou seja, você pode começar a perder no começo (divisão talvez injusta), mas ganhará a médio e longo prazo porque outras pessoas começam a entender – querem fazer a mesma coisa e ainda se aperfeiçoar e espalhar o modo para outros.

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9. Exigir igualdade absoluta em um mundo movido pela desigualdade.

As pessoas buscam igualdade para tudo. Mas o equilíbrio da vida está exatamente no desequilíbrio constante das coisas! Há tempo para tudo na vida, principalmente nos momentos de desequilíbrios naturais (seca X chuva, calor X frio, declínio X avanço, morte X vida, etc.), caso contrário a vida seria insuportavelmente igual!

Não há como alguém se intitular ser “alegre” se nunca se sentiu “triste”! E é exatamente por ter experimentado ou vivenciado momentos de escassez que desperta uma pessoa a buscar fartura. E é por ter passado pelas dificuldades da pobreza que estimula uma pessoa a buscar riqueza.

É claro que a disparidade ao extremo é péssima, mas acabar com ela seria pior! Por isso vale a pena tentar diminuir a diferença e não acabar com ela – o que já é muito difícil de se fazer.

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10. Acreditar piamente que o sucesso é somente dinheiro, poder e fama.

Ou ao contrário: acreditar que é proibido ter dinheiro, poder ou fama para ter sucesso.

O mais prudente é acreditar desacreditando, confiar desconfiando! Nunca se negue a reavaliar sua posição em relação ao mundo e fazer uma auto avaliação permanente consigo mesmo.

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SAO PAULO INTERNACIONAL 03-09-3015 REFUGIADOS Ilustrações na internet homenageiam menino sírio morto em praia Imagem de Aylan Kurdi, de 3 anos, virou símbolo da crise migratória. Desenhos mostram garoto com asas de anjo e dormindo em quarto. FOTO REPRODUCAO

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Já faz semanas que ando incomodado com a foto que tanto vi pela internet, jornais, revistas, televisão, etc. As fotos do menino Aylan Kurdi morto debruçado numa praia turca e a foto do policial recolhendo seu pequeno corpo frágil são de cortar o coração de qualquer um!

No domingo passado assisti a um pequeno documentário sobre os refugiados do oriente andando de Hungria até Alemanha – achando que estavam indo para o paraíso. Vi famílias e mais famílias com tanto ânimo e tanta esperança de querer chegar logo a Alemanha para começar uma nova vida.

E olha que isso é apenas o começo. E depois? Onde vão morar? Em que trabalharão? Como vão sobreviver?

Tudo bem que estou pensando muito adiante, mas quando olho para trás, fico imaginando o que se passavam nas cabeças dos meus pais quando imigraram para Brasil?

Na época foi como uma pequena aventura para a minha família e com certeza não sentimos na pele o que esses refugiados de hoje estão passando, tipo correr risco de morte, sem ajuda e possibilidade de retornar ao país de origem.

É claro que não há nem como comparar aquilo com o que está acontecendo hoje! Pois hoje essas pessoas foram obrigadas a se imigrar por causa da guerra, não por vontade própria! E a quantidade é absurdamente maior!

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É verdade, faz tempo que não paro para pensar a fundo sobre o mundo, não esse meu mundinho (família, trabalho, casa, etc.). E ao ser “cutucado” para rever o mundo mundo e não somente um pedacinho do mundo (Terra, Brasil, São Paulo, centro da capital) percebo o quão alienado eu estou.

Não sei como e nem tenho a pretensão de mudar alguma coisa do mundo. Só sei que me sinto tão impotente e até desesperançoso diante desse desastre que está acontecendo no oriente e de tantas outras coisas complexas e terríveis que estão acontecendo ao redor do mundo.

E o meu maior temor hoje é que eu me acostume com isso. Ou seja, ou eu volto ao meu mundinho (muito mais cômodo e confortável) e parar de pensar sobre isso ou com o passar do tempo eu não me importe mais com nada disso (já que não posso fazer nada).

Será que eu consigo não dar a mínima para imagens como essas que estão estampadas em todas as mídias? A questão não é somente as imagens, mas os acontecimentos que essas imagens estão traduzindo para todos!

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SAO PAULO INTERNACIONAL 03-09-3015 REFUGIADOS Ilustrações na internet homenageiam menino sírio morto em praia Imagem de Aylan Kurdi, de 3 anos, virou símbolo da crise migratória. Desenhos mostram garoto com asas de anjo e dormindo em quarto. FOTO REPRODUCAO

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Penso que o “lado positivo” (se é que há?) da foto publicada foi o choque que ela despertou das pessoas! As pessoas tiveram que sair temporariamente do que estão acostumadas e encarar a intragável da realidade nua e crua, mesmo que temporariamente!

Isso sem contar que com a foto houve e ainda há muito debate sobre isso! E há esforço de alguns países para tentar ajudar essas pessoas, enquanto outros preferem ficar na sua. É fácil fazer críticas pois a situação não acontece aqui do lado.

É fácil dizer que os refugiados são bem vindos já que há todo um continente e um oceano entre a Síria e o Brasil! Isso porque conhecemos muito bem o trabalho que os refugiados podem trazer para um país (que nunca está preparado para receber) pois até hoje não vimos nenhuma política pública para acomodar e ajudar os emigrantes haitianos (que ficam do nosso lado).

Uma ressalva: fico pasmo ao ver as discussões que estão acontecendo na internet sobre isso! São acusações em cima de acusações – pessoas intolerantes se defendendo e se acusando ao mesmo tempo sobre religião, raça, culpa, etc.

Sei que muitas pessoas se sensibilizaram com a foto e estão tentando lidar esse choque. É uma pena que algumas pessoas continuam a achar que simplesmente acusando ou se defendendo algum país ou religião ou algum líder como se isso ajudasse ou melhorasse alguma coisa!?

Sem querer ser repetitivo, sentir impotente para lidar com essa situação é uma coisa, mas jogar a culpa nos outros não ajuda nem um pouco a lidar com a situação. Em vez de contribuir em conjunto com as diferenças, pode-se abrir mais a racha entre as religiões ou países ou pessoas diferentes.

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SAO PAULO INTERNACIONAL 03-09-3015 REFUGIADOS Ilustrações na internet homenageiam menino sírio morto em praia Imagem de Aylan Kurdi, de 3 anos, virou símbolo da crise migratória. Desenhos mostram garoto com asas de anjo e dormindo em quarto. FOTO REPRODUCAO

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Enfim, gostaria somente prestar uma homenagem ao menino Aylan Kurdi pelo despertar que ele trouxe às muitas pessoas do mundo, sem acusações!

As ilustrações que coloquei ao longo do texto foi resultado da comoção das pessoas que fizeram a partir da foto real!

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SAO PAULO INTERNACIONAL 03-09-3015 REFUGIADOS Ilustrações na internet homenageiam menino sírio morto em praia Imagem de Aylan Kurdi, de 3 anos, virou símbolo da crise migratória. Desenhos mostram garoto com asas de anjo e dormindo em quarto. FOTO REPRODUCAO

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Uma observação particular depois de tudo isso. Quando digo a todos que agradeço a Deus pelas suas bênçãos na minha vida (que foram muitas), será que eu estou começando a achar que realmente tenho direito e que mereço mesmo?

E outras pessoas? Será que elas não merecem? E o menino Aylan Kurdi, não merece?

Será que sou melhor que alguma outra pessoa? É claro que não!

Só sei que isso me fez entender um pouco mais sobre a graça!

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