The Player

Cinco palavras somente:

  • The Player (A Oração)
  • Marcelo Pomoy
  • Incrível (amazing)
  • Unbelievable (inacreditável)
  • Apreciem (enjoy)

 

THE PLAYER

versão cantada por Andrea Bocelli e Celine Dion

(autores: David Foster, Carole Bayer Sager, Alberto Testa e Toni Renis)

I pray you’ll be our eyes, and watch us where we go
And help us to be wise, in times when we don’t know
Let this be our prayer, when we lose our way
Lead us to a place, guide us with your grace
To a place where we’ll be safe

La luce che tu dai
I pray we’ll find your light
Nel cuore resterà
And hold it in our hearts
A ricordarci che
When stars go out each night
L’eterna stella sei
Nella mia preghiera

Let this be our prayer
Quanta fede c’è
When shadows fill our day
Lead us to a place
Guide us with your grace

Give us faith so we’ll be safe
Sognamo un mondo senza più violenza
Un mondo di giuztizia e di speranza
Ognuno dia la mano al suo vicino
Simbolo de pace e di fraternità

La forza che ci dai
We ask that life be kind
E’ il desierio che
And watch us from above
Ognuno trovi amor
We hope each soul will find
Intorno e dentro a sé
Another soul to love

Let this be our prayer
Let this be our prayer
Just like every child
Just like every child
Need to find a place, guide us with your grace
Give us faith so we’ll be safe
E la fede che
Hai acceso in noi
Sento che ci salverà

 

A ORAÇÃO

Eu rezo que você seja nossos olhos, e nos assiste onde nós vamos
E nos ajudar a sermos sábios, em tempos quando nós não sabemos
Deixe isto ser nossa oração, quando nós nos perdermos
Nos conduza para um lugar, nos guie com a sua graça
Para um lugar onde nós estaremos seguros

A luz que você dá
Eu rezo, nós acharemos a luz
No coração ficará
E segure isto em nossos corações
Para nos lembrar que
Quando as estrelas saírem a cada noite
A estrela eterna seis
Em minhas orações

Que esta seja a nossa oração
Quanta fé, não?
Quando sombras encherem nosso dia
Nos levar a um lugar
Guia-nos com a tua graça

Dê-nos a fé, então vamos estar seguro
Sonhamos com um mundo sem violência
Um mundo de justiça e de esperança
Todo mundo dá a mão ao seu vizinho
Um símbolo de paz e fraternidade

A força que você nos dá
Nós pedimos que a vida seja gentil
É o que desejo
Nos assistir de cima
Todo mundo encontrar o amor
Esperamos que cada alma possa encontrar
Ao redor e dentro dele
Outra alma para amar

Que esta seja a nossa oração
Que esta seja a nossa oração
Assim como todas as crianças
Assim como todas as crianças
Precisa encontrar um lugar, nos guie com sua graça
Dê-nos a fé, então vamos estar seguro
E a fé que
Você acendeu em nós
Eu sinto que vai nos salvar

 
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Gravity (Gravidade)

Obrigado pelas visitas de todos vocês, mesmo sem escrever por um tempo, as visitas têm só aumentado por esse tempo.

Agradeço de coração visita de cada um de vocês!

 

Sim, sumi por um tempo, por alguns motivos importantes e outros nem tanto assim.

Quero e vou voltar aos poucos.

E nada melhor do que uma música bonita para compartilhar com vocês nesse retorno.

E como encontrei essa música? Sempre acho umas preciosidades través desses programas de reality show: The X Facor UK.

Esse rapaz jovem (Niall Sexton) com a voz de criança e meia rouca me encantou pela sua interpretação simples mas tocante.

A música escolhida por ele é simplesmente maravilhosa, tanto a melodia como a letra: Gravity (gravidade) da Sara Bareilles.

 

Coloquei os melhores versões (na minha modéstia opinião) aqui para vocês:

1. Niall Sexton durante a sua apresentação no programa X Factor UK;

2. Sara Bareilles: vídeo com a música original de estúdio (autora e intérprete da música);

3. Alex & Sierra: os ganhadores do ano 2013 do X Factor USA;

 

O mais surpreendente de tudo isso é que, ouvindo repetidas vezes (como sempre faço) todas essas interpretações diferentes, posso dizer que a “versão” do Niall Sexton é tão boa quanto a original da Sara.

Mas a versão dele não enjoa como as outras.

Apreciem!

Ops, a letra também é demais.

 

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Gravity

Something always brings me back to you
It never takes too long
No matter what I say or do
I’ll still feel you here
‘til the moment I’m gone

You hold me without touch
You keep me without chains
I never wanted anything so much
Than to drown in your love
And not feel your rain

Set me free, leave me be
I don’t want to fall another moment into your gravity
Here I am and I stand so tall
Just the way I’m supposed to be
But you’re on to me and all over me

You loved me ‘cause I’m fragile
When I thought that I was strong
But you touch me for a little while
And all my fragile strength is gone

Set me free, leave me be
I don’t want to fall another moment into your gravity
Here I am and I stand so tall
Just the way I’m supposed to be
But you’re on to me and all over me

I live here on my knees
As I try to make you see that you’re
Everything I think
I need here on the ground
But you’re neither friend nor foe
Though I can’t seem to let you go
The one thing that I still know
Is that you’re keeping me down

Keeping me down
You’re on to me
you’re on to me
All over me
Something always brings me back to you
It never takes too long

 

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Gravidade

Algo sempre me traz de volta a você
E isso não demora muito
Não importa o que eu diga ou faça
ainda sinto você aqui
até o momento que vou embora

Você me segura sem me tocar
Você me mantém sem correntes
Eu nunca quis tanto algo
quanto afundar no seu amor
e não sentir sua chuva

Me liberte, me deixe ser
Eu não quero cair outro momento na sua gravidade
Aqui estou, e permaneço tão confiante
Exatamente como deveria estar
Mas você está em mim e por toda parte em mim

Você me amou porque sou frágil
Quando eu pensei que eu era forte
Mas você me toca por um pequeno instante
E toda a minha força frágil se vai

Me liberte, me deixe ser
Eu não quero cair outro momento na sua gravidade
Aqui estou, e permaneço tão confiante
Exatamente como deveria estar
Mas você está em mim e por toda parte em mim

Eu vivo aqui de joelhos
Tentando fazer você ver que você é
Tudo que eu penso
Eu preciso aqui no chão
Mas você não é aliado nem inimigo
Embora eu não consiga te deixar ir
E a única coisa que ainda sei
É que está me mantendo no chão

Me mantendo no chão.

Você está em mim
Você está em mim
E por toda parte

Algo sempre me traz de volta a você
Isso nunca leva muito tempo

 

Coisas Que Não Entendo 2

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Sei que posso parecer repetidor e até pedante pois penso que já vi muita coisa, mas sempre ainda sou surpreendido quando aparecem coisas novas que me deixam com um nó na cabeça! Para falar a verdade, nem são tão novas assim pois muitas vezes são coisas velhas, apenas disfarçadas de novas.

Bom, acho que neste segundo texto “Coisas Que Não Entendo” tentarei contar vários casos menores, sem ser tão extenso como foi o primeiro texto. São situações e acontecimentos do cotidiano recentes que têm me feito pensar e refletir bastante.

Tenho minha opinião formada em muitos desses casos, mas não tenho tanta certeza em outros. Mas posso dizer categoricamente que mesmo tendo minha opinião formada, procuro sempre entender as opiniões divergentes para continuar a minha incessante reflexão sobre tudo que é novo ou velho.

Posso ser criticado por ter opinião formada sobre os casos abaixo mas estou sempre pronto para mudar minhas opiniões, contanto que me convençam. E deixo claro aqui que cada caso é um caso, não acho certo generalizar as coisas.

Mas o mais engraçado é que acho que eu acho que conseguiria explorar melhor cada um dos exemplos citados abaixo de maneira mais ampla e até mais “completa” possível, ou seja, escrever um texto para cada cada exemplo, rs.

Bom, talvez seja muita pretensão minha, mas ainda vou pensar sobre isso. Enquanto isso, gostaria de convidá-los a ler os exemplos abaixo para sua própria reflexão. Geralmente as pessoas que discordam de mim são as minhas preferidas.

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1) As pessoas têm pressa em dar suas opiniões, mal leram um texto na internet e já começam a criticar o autor pelo conteúdo publicado.

Como a gente fica sabendo que geralmente essas pessoas não leram direito?

Fácil! Elas discordam da opinião do autor, mas o texto do autor fala e concorda exatamente com o que essas pessoas estão reclamando!

Dá para acreditar?!

Percebe-se aqui que muitas pessoas simplesmente não são capazes de compreender um texto ou porque não se esforçam nem um pouco ou porque têm preguiça para ler até final do texto ou porque realmente fazem questão de não entender.

E muitas vezes, essas mesmas pessoas confundem opiniões pessoais com opiniões baseadas em experiências, pesquisas e estudos científicos. Muitas delas desprezam qualquer estudo ou conhecimento e acham que bastam expressar o que acham: destilando achismo contra tudo e contra todos!

 

2) Algo não está dando certo ou em casa, ou numa empresa, ou num time ou até mesmo num governo.

Quando os responsáveis quando são questionados sobre o porquê dos erros, eles nunca consideram a hipótese de que eles mesmos podem ter cometido algum erros para corrigirem logo os erros cometidos. Estão sempre fugindo da realidade generalizando os erros ou apontando o que outros fizeram de errado, tipo:

– Mas todos erram, eu não sou infalível! (Mas e o reconhecimento ou confissão do erro? Se não reconhecem e assumirem os erros, não vão conseguir melhorar nunca!);

– O erro aconteceu porque choveu, ou porque não teve mais tempo disponível, ou porque não teve condição emocional, entre outras desculpas. (Usam-se as mais diversas desculpas esfarrapadas baseadas principalmente em condições externas (que fugiriam ao seu controle) como: meteorologia, tempo disponível, emocional, etc.;

– O erro não teria acontecido se o chefe tivesse me avisado antes, ou se meus colegas tivessem me ajudado mais, ou se as pessoas fossem mais colegas um do outro, etc. (Aqui elas culpam outras pessoas (muitas vezes inclusive Deus) para não assumirem nenhuma responsabilidade sobre o que deu de errado);

 

3) De novo, algo acontece de errado e as pessoas usam em demasiado “ismos” para jogar a culpa nos outros em vez de tentar melhorar e aperfeiçoar a si mesmo.

É claro que há casos reais de “ismos”, mas hoje esses “ismos” são usados de maneira generalizadas demais e de forma toda distorcida para tudo que as pessoas não conseguem alcançar ou por falta de esforço ou ajuda dos outros ou por falta de sorte (principalmente).

– o professor não me deu nota 10 só porque sabe que eu gosto mais de meninos ou de meninas (sexismo);

– o chefe chamou minha atenção só porque não sou branco (racismo);

– o chefe promoveu meu colega só porque ele é homem e eu não (machismo);

– etc.;

Essas pessoas exigem demais dos outros e se esquecem de estudar mais, de trabalhar mais, de se esforçar mais, de lutar mais, de fazer mais – de sacrificar mais que os outros para conseguir o que deseja.

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4) Vitimização: contra-ataque.

Quando uma pessoa prepotente (chefe ou funcionário) é questionada sobre alguma coisa que fez de errado, imediatamente se retrai mostrando surpresa para logo depois ficar indignada com a situação ou a maneira como foi questionada.

Em vez de se explicar e resolver aquilo que está errado, ela começa a atacar a maneira pela qual foi questionada ou até as pessoas! Geralmente minimizam o erro e aumentam suas críticas em relação ao porquê do questionamento e à forma como foi questionada!

Ou seja, partem para ataque para se defender de qualquer coisas. Vejam alguns exemplos abaixo:

– Com que direito você está questionando isso?

– Quem é você para questionar isso?

– Você não precisava ter gritado ou feito todo esse “escândalo” para isso, era só ter me perguntado com jeito! Se tivesse falado com calma, teria respondido numa boa para você. Agora não vou falar nada para você, só responderei para seu superior!

– Eu não admito a maneira como fui questionado, não sou nenhum irresponsável! Peça para alguém mais educado para falar comigo porque não consigo conversar com pessoas do seu nível, nem sabe gramática!

– Mas por que você está tão interessado nesse errinho bobo enquanto há outras milhares de coisas erradas muito mais graves por aí? Procure o que fazer, né?

– Você sabia que enquanto estiver gastando seu tempo nessa bobeirinha você estará perdendo dinheiro à-toa. Não acha mais interessante e se preocupar com coisas mais importantes? Isso porque quem perderá será você!

Ou seja, os acusados em vez de se defenderem com algum argumento, partem para contra-ataque acusando os acusadores por outros motivos, deixando-os acuados!

Essa pessoas não falam de maneira alguma sobre o erro cometido (o assunto do questionamento) e se defendem intimidando outros apoiadas em quaisquer outras coisas, menos o assunto do questionamento!

 

5) Vitimização: inversão de valores.

Há outros tipos de  pessoas (invejosas e inabilitadas) que quando são questionadas, se fazem de coitados ou vítimas para conseguirem compaixão de outras pessoas.

De certo ponto é até natural a gente querer defender os menos privilegiados, os com alguma deficiência, os menos capacitados – ou falando com as palavras corretas: os coitados. Essas pessoas coitadas realmente merecem beneficência ou compaixão das pessoas por mais diversos motivos humanos diferentes: simpatia, caridade, amparo, piedade e até de justiça.

– Ah, ele não pode ser tão ruim assim como todos dizem!? Mesmo ruim assim, é preciso dar uma oportunidade para ele, não? (geralmente essa pessoa é ruim mesmo e quando ouve esses tipos de conversa, acredita mais ainda que é injustiçada e não pensa em se aperfeiçoar);

– Os pais sempre o consideraram a ovelha negra da família, por isso que ele se tornou nisso. Coitado dele. (ele é ovelha negra porque sempre fez coisas erradas e não porque é chamado de ovelha negra que começou a fazer coisas erradas);

– Ele só precisa de uma ajuda para se erguer! Ninguém tem direito de condenar os outros! (sim, ele precisa principalmente de ajuda financeira! E quanto mais pessoas caírem nesse papo, mais dinheiro ele conseguirá e continuar a dar um de coitado);

– As pessoas não deveriam julgar ou condenar outros por um erro cometido no passado! (acho horrível jugar uma pessoa por um ou alguns erros apenas, mas se procurarem direito, geralmente essas pessoas cometeram vários erros e sempre sempre os mesmo erros);

Esse tipo de pessoas se vitimiza para aproveitar a boa vontade das pessoas para atingir seus objetivos. Exageram tanto na sua condição de coitado que fazem com que as pessoas os defendam sem perceber na besteira em que estão se metendo.

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6) Pessoas ou grupos de pessoas que se acham donos da verdade absoluta!

Quando estão ganhando, encabeçando ou liderando algo, acham que são escolhidos pelo povo e abençoados por Deus. Autoproclamam-se como os escolhidos (por terem ganho uma partida ou uma eleição) e se acham no direito de fazer o que quiserem sem dar satisfação para ninguém (muitas vezes, nem a si mesmo), chegando inclusive a menosprezar e zombar os adversários.

Mas quando estão perdendo, têm toda certeza do mundo que foram injustiçados. Acusam o adversário, críticos, imprensa ou forças ocultas (ou seja, o mundo inteiro) de construírem para sua derrota, como se fossem santos que não fizeram absolutamente nada para merecerem críticas!?

Essas pessoas, na maioria das vezes de má fé, sequer querem saber o que ou onde erraram. Não fazem o mínimo esforço para fazer um autoexame ou uma autocrítica sobre a realidade pois tudo que deu errado foi culpa dos adversários! Elas se consideram “deuses”, são incontestáveis e donas da verdade!

(Ou seja, o mérito é todo seu quando acertam ou quando as coisas estão indo bem, mas a culpa é totalmente dos outros quando algo dá errado.)

 

7) Muitas pessoas querem se sobressair ou se destacar de qualquer maneira e para isso usam o método mais fácil e talvez também o mais barato: rebaixar ou menosprezar seus concorrentes ou adversários em vez de mostrar sua própria capacidade ou competência.

Elas não se esforçam para competir ou concorrer com outras pessoas porque muitas vezes nem se quer se prepararam para isso. Acham preparos (como estudos, experiências e trabalhos) desnecessários – é muito mais fácil procurar apenas defeitos ou falhas dos concorrentes.

Muitas vezes com isso se bastam! E com isso não há nenhum estímulo interno para uma melhoria ou crescimento pessoal no intelecto, emocional, sentimental, espiritual, etc.

 

Usam frases como:

– Posso não ser o melhor, mas tem certeza que conhece bem o outro? Todos sabem que eles já fizeram coisas muito erradas (é rápido para dizer e espalhar o que seus concorrentes ou adversários fizeram ou fazem de errado);

– Pergunte para outras pessoas o que acham de mim e do meu concorrente, não perco para ele não, viu!; (pode até não perder para outro, mas ganhar que é bom mesmo, não consegue);

– Pesquise um pouco pela internet  ou no mercado sobre a grande cagada que o concorrente fez, isso pelo menos nunca aconteceu conosco (ou seja, pelo menos nunca aconteceu “até agora”, quem garante que não vá acontecer?);

– Posso não ser o melhor, mas já imaginou o que meu concorrente pode fazer de mal para vocês? (mais uma vez em vez de mostrar sua capacidade preferem usar qualquer outro método para atingir seu objetivo (neste caso: tática do medo) mais uma vez);

A médio e longo prazo essas pessoas não conseguem convencer ninguém porque geralmente são muito ruins naquilo que fazem e o pior é que não têm consciência disso.

E é por falta dessa consciência da realidade que elas continuam se achando melhor do que são na realidade e não procuram melhorias ou aperfeiçoamentos.

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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo.” – Abraham Lincoln

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8) Pessoas que reclamam e culpam os outros por “quase” tudo.

Tenho impressão que as pessoas não sabem mais como as criança mimadas são ou agem porque hoje vemos inúmeros adultos choramingando e exigindo as coisas sem fazer nenhum esforço – iguaizinhos a crianças mimadas!

Se os próprios adultos são mimados (os que não se enxergam e / ou com assentimento de outros adultos), vão achar que mimaça é normal. E quem poderia contrariá-los? E como esses adultos mimados podem dar exemplo de uma pessoa madura, ponderada e paciente para as crianças?

O que uma criança mimada ou um adulto mimado faz? Eles são impacientes, não gostam de ser contrariados, exigem e demandam atenção dos outros, reclamam quando algo não dá certo, querem tudo pronto e bonitinho à sua maneira e à sua disposição. Sabem muito bem exigir  seus inúmeros “direitos” e reclamar de todas as coisas que não lhes agradam, mas são preguiçosos para colocar a mão na massa e lhes faltam totalmente semancol e autocrítica!

As pessoas mimadas, ou seja, imaturas, têm os olhos somente para fora (meio e outras pessoas) e nunca para dentro (de si). Isso significa que elas conseguem enxergar facilmente os erros dos outros e sabem muito bem onde e como outros erram. São tão “observadores” de outras pessoas que viram tipo “fiscal” da vida alheia, querendo sempre falar dos erros dos outros.

Mas em “compensação” essas pessoas são péssimas para olharem para dentro de si. Elas mal se enxergam e não conseguem de maneira alguma enxergar seus próprios erros porque  acham que nunca erram ou estão sempre relativando seus próprios erros. Quando algo dá errado para essas pessoas, elas têm certeza que não foram elas que erraram e sim foram outras pessoas que erraram.

O lado engraçado e ao mesmo patético é que na maioria das vezes quando os erros dos outros nos incomodam tanto é porque esse erro é exatamente aquele que cometemos e que não percebemos.

 

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Bom, acho que tenho olhado para dentro de mim, mas acho que é preciso fazer isso com mais profundidade e constância.

Porque essas coisas que me incomodam podem ser como um espelho que está refletindo algo que ainda não descobri ainda. Mas também já pensei na hipótese que também pode ser que esteja refletindo algo que estou querendo esconder.

E se for algo que estou querendo esconder, será que é uma reação natural de autoproteção ou porque estou simplesmente negando a realidade do que está acontecendo?

Tudo isso é simplesmente intrigante para mim mesmo!

 

Nada x Qualquer Coisa = Nada

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Numa segunda do mês passado, não consegui me conter e comecei a rir muito, quase que de maneira incontrolável depois de ler o texto “Até os orixás Estão de Saco Cheio” do filósofo Luis Felipe Pondé publicado na Folha de São Paulo.

Selecionei um trecho do texto só para vocês acompanharem o que ele escreveu:

“Numa gira (evento em que entidades da umbanda atendem pessoas em suas agonias cotidianas), um Caboclo (caboclos são da linhagem de Oxóssi) de grande experiência em atendimento (cujo “cavalo” é um pai de santo de enorme sucesso no ramo) se aborreceu profundamente com as demandas de seus “clientes” ali presentes.

A irritação do Caboclo (eu sei o nome dele, mas não quero expô-lo aqui) foi com as “conversinhas” de seus clientes ali presentes. Segundo o Caboclo, todo mundo só queria falar com ele sobre “bobagens mesquinhas”. E ele, vindo de “tão longe”, perdera a paciência para atender pessoas tão bobas. Para nosso Caboclo, o irritante era a “infantilidade” das pessoas ali presentes.”

Bom, o importante aqui não é sobre qual religião ou onde aconteceu isso, pois eu pessoalmente não sou dessa religião e nem faço ideia de como é o local de onde aconteceu isso.

O que me chama muita atenção é que o assunto e o contexto são muito reais e atuais nos dias de hoje!

 

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Isso mesmo! Eu gostaria de escrever exatamente sobre essas “conversinhas”, “bobagens mesquinhas”, “infantilidade”, etc. que o autor colocou no seu texto.

Eu pessoalmente, venho percebendo cada vez mais quantidade de pessoas ou falando, ou discutindo, ou se debatendo sobre amenidades, “mesquinhas” e coisas bobinhas do dia-a-dia.

O problema não está em falar sobre essas amenidades, o que seria impossível! O problema começa quando as pessoas  colocam essas amenidades como prioridade, ou seja, quando começam a considerá-las como parte mais importantes da vida delas!

Quando isso acontece, há uma inversão de valores. Por exemplo, é de bom senso que comemos para vivermos e não ao contrário – vivemos somente para comer e comer!

Por isso para mim, muitas dessas amenidades são apenas mais e mais reprodução sobre “nada”! E o nada em si não leva a nada e nem ninguém para lugar algum!

Vou dar alguns exemplos de “conversinhas” abaixo:

– Você viu o que o fulano disse quando fez aquilo, como pode?

(Isso porque ouviu de outra pessoa ou leu de algum site sensacionalista – nem sabe se foi verdade);

– Eu não sou nenhum santo, mas XXX é muito pior do que eu. Ele só não faz isso e aquilo na frente de vocês e ainda ri de vocês e vocês só enchem meu saco!?

(A pessoa simplesmente não quer responder pelo algo errado que fez, mas pode acusar outros de erros. Acha que acusando outros para desviar o assunto – só que isso não o livra de responder sobre o que fez de errado);

– YYY disse que prefere comida japonesa a comida chinesa.

(Quem: um ex-BBB, um aspirante a ator, uma socialite ou coisa parecida. Razão: porque YYY é japonês);

– Fazer exercícios faz bem para saúde de uma pessoa  como ter uma dieta equilibrada ajuda a saúde.

(Todos devem fazer exercícios mas que tipo de exercícios, qualquer um? Uma dieta equilibrada quer dizer exatamente o quê? Dieta de baixa caloria? Para todos, sem exceção?);

– Sabe aquele vizinho nosso de muito tempo atrás? Ele fez isso ou aconteceu algo com ele;

(geralmente é um vizinho que você não se lembra e muitas vezes nem conheceu direito e ele fez coisas que qualquer um faria ou aconteceu nada extraordinárias com ele)

– Ah, eu tinha o mesmo problema que você ou a minha vizinha tinha também o mesmo problema. Eu não se é verdade mas ela fez isso e aquilo para resolver o problema.

(Tudo para entrar numa conversa para gerar mais da mesmo: falar ou discutir mais sobre aquilo que já estão falando ou discutindo. Pior é que é tudo hipótese, nada concreto);

São conversas típicos de puxadas de assuntos que realmente não interessam a ninguém…

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E é isso que vemos acontecendo na vida das pessoas no mundo de hoje. Mas isso não acontece  mais somente no cotidiano das pessoas porque as pessoas estão levando até isso rapidamente para o mundo virtual sem perceber.

E cada vez mais isso acontece na internet! As pessoas se acusam e se defendem “anonimamente”, se escondendo atrás de um perfil (verdadeiro ou falso). Ninguém mais discute (com argumentos), as pessoas querem apenas acusar, brigar e até insultar outros, baseado no o que cada um “acha”.

Outros partem para lado mais light e cômico como desrespeitando, tirando sarro, ironizando ou debochando os outros, mas a finalidade é sempre a mesma: falar sem se refletir e ainda quer impôr sua ideia sobre outros no grito!

Bom, quando uma discussão (com argumentos sem menosprezar o outro lado) é sempre deixada de lado e partem apenas para confronto, intimidação ou desrespeito – nada de bom pode sair disso! Ou melhor, nada sai do nada!

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Mas existe outros tipos de amenidades acontecendo, digamos que, de maneira mais imperceptíveis – não tão escancaradas ou escandalosas.

São aquelas amenidades que falamos no dia a dia que até tornam a vida mais gostosa (como moda, esporte, política, culinária – ou seja, entretenimentos em geral), mas que em excesso podem causar uma confiança cega (de que sempre está certo) e que termina sempre em discussões com outros que não estão de acordo.

Discussões bobas e sem propósito, ou seja, discussões em cima de discussões só causam atritos e desavenças. E as discussões só pioram e desgastam mais ainda ambos os lados quando isso acontece com uma constância e / ou por um período longo.

Quando a conexão ou a confiança não é estabelecida entre as partes, muitas vezes um lado começa a querer ensinar (porque se acha que sabe mais que outro) e o outro lado simplesmente não quer escutar (porque também se acha que sabe mais que outro).

E o que acontece quando há uma conexão e confiança entre ambos os lados? Quando isso acontece significa que há uma falta de sinergia acontecendo de maneira positiva. Isso geralmente acontece mais por falta de humildade ou semancol de um lado e excesso de confiança (soberba) de outro.

Esse tipo de relacionamento da falta de confiança geralmente parte depois para cobranças e retruques de ambos os lado que na maioria das vezes termina em acusações  e repreensões mútuas e até um rompimento traumático para ambos os lados.

E acho que aqui é uma dessa horas onde se iniciam aquelas “conversinhas”,”bobagens” e “mimimi” que o Pondé colocou no seu texto. Para evitar possíveis desgastes ou atritos, algumas pessoas começam a falar sem pensar muito e sem parar.

Essas pessoas são “experts” em dizer coisas agradáveis, genéricas e fáceis para permanecer sempre simpáticas! Elas evitam ao máximo possível qualquer enfrentamento ou porque são despreparadas para lidar com essas situações ou porque querem evitar de qualquer maneira certas situações.

Essas pessoas costumam usar frases similares conforme abaixo, geralmente exageram demais naquilo que querem expressar para desviar sua atenção:

– Você é “sim-ples-men-te ma-ra-vi-lho-so”, com certeza você “merece” usufruir o que você conseguiu “batalhar” até hoje;

– Aquela lá é um genro “modelo” para “todos” os homens do “Brasil”;

– Você é “tão” bonzinho, seus pais devem sentir “muito” orgulho de você;

– O cabelo da Gisele é “simplesmente” maravilhoso – “tudo” de bom mesmo!

– Você é “tão” capacitado e inteligente para estudos ou trabalho, “com certeza” você vai vencer na “vida”;

 

Agora imaginem uma discussão calorosa sobre cada frase acima?  O fulano falando mais do mesmo, o beltrano criticando o fulano por ter falado mais do mesmo e o sicrano querendo ensinar o fulano e o beltrano achando que ambos estão errados e só ele está certo!

Nossa! Que horror isso!

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Mas é o que mais acontece hoje em dia!

Muitas vezes, as pessoas na tentativa de disfarçar sua ignorância ou desinformação sobre certo assunto simplesmente começam a falar sem parar sobre amenidades ou mimimi (ou seja nada). Geralmente fazem isso para desviar do assunto sério ou para disfarçar e confundir outros.

E quando fazem isso precisam trazer o assunto para algo mais leve que não exigem tanto formalismo ou conhecimento, por isso “amenidades” são perfeitos para essas horas! Elas estão no lado extremo da ciência, não exigem nenhum preparo ou conhecimento, basta falar o que cada um acha e a conversa pode ir longe.

Por isso, as pessoas falam bem ou mal, criticam e discutem no facebook, acusam-se mas um segue o outro no Instagram, marcham e gritam palavras de ordem no meio da rua, postam e repassam pelo whatsapp, brigam e até matam por essas amenidade. E isso pode vira uma bola de neve!

A questão principal aqui é que que nestes casos, essas amenidades exaustivamente debatidas e discutidas são simplesmente besteiras que não acrescentam nada a ninguém. Ou seja, são “nada”!

Mas há muitas pessoas que acham falar ou discutir mais sobre o “nada” talvez o tornasse algo útil ou pudesse chegar a algum lugar!

 

Mas nada é que nem o número zero. Qualquer número multiplicado por zero dá zero, mesmo que esse número seja 1.000.000.000 (um bilhão)!

 

 

 

 

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Homenagem – Amigo MZ

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Como me senti mal por ter me esquecido dela por quase um mês. Isso nunca tinha acontecido antes. Pensei e pesei sobre as coisas e só posso culpar o trabalho e outras tantas coisas loucas que estão acontecendo na minha vida nestes últimos dois meses.

Ela voltou de uma viagem e foi logo me procurar e eu acabei sempre me esquecendo dela, ou seja, lembro sempre que preciso ligar para ela mas as coisas do dia a dia acabaram me fazendo esquecer dela.

Mas depois de tantos desencontros, conseguimos finalmente marcar para nos encontrar neste último sábado num restaurante chinês simples, pequeno e barulhento no bairro da Liberdade!

O encontro foi todo planejado e pensado por ela pois ela trouxe várias coisas para mim, inclusive uma lista com coisas que queria conversar (ou compartilhar) comigo, rs. Vi fotos de sua viagem e de seus parentes, ouvi ela resumir filmes que assistiu (e me estimulou a assistir também), falou muito sobre seus planos para este ano como também falou sobre novas viagens que pretende fazer.

Mas a melhor parte foi o que ela me trouxe e que me entregou logo que entramos no restaurante. Eram recortes de jornais, desenhos e textos que seu filho (ou seja, meu amigo) falecido fez e que foram guardados por ela por tanto tempo!

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Acho que já contei aqui uma vez sobre esse meu amigo. Ele era uma das pessoa mais espirituosas que já conheci. Era muito querido por maioria dos seus amigos (inclusive eu) por ser engraçado, simples, bondoso, carinhoso e extremamente inocente.

E um dos poucos arrependimentos que tive nessa vida foi não ter ido visitá-lo já totalmente debilitado no leito do hospital pois outros amigos me falaram que os pais não queriam visitas e ele também já não estava nem reconhecendo as pessoas.

Mas desta vez que reencontrei com a sua mãe não conversamos muito sobre ele, mas me lembro bem que fizemos isso (conversamos bastante sobre seu filho) no nosso último encontro que tivemos que aconteceu no ano passado, antes de sua viagem.

Acho que faz tempo que ela se conformou com a perda do seu filho. Hoje vive sua vida da melhor maneira possível – participando de muitas atividades físicas e sociais. Mas percebe-se claramente que algo morreu dentro dela.

Última coisa que ela me falou é que levaria as últimas cinzas que restaram do filho para jogar no mar nesta próxima viagem que faria a Fernando de Noronha. Pois dessa maneira não há mais nada que a prende nesta vida.

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Seguem abaixo dois textos que meu amigo MZ escreveu.

 

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O primeiro foi publicado no jornal da escola onde ele estudou.

Percebe-se claramente que ele é espirituoso e brincalhão! Mas o texto mostra claramente um pouco de como ele se sentia na época.

Há muita contradição neste seu texto, mas o mais interessante é que ele usa exatamente isso para rir de si mesmo e mostrando sua “preocupação” com a vida presente a e vida após a morte!

 

EU

Eu… sou o careta da classe, o “CDF” da classe, o chinês da classe e o quatro-olhos da classe, menos eu, só isso que não sou. Sou um pedaço do Pio XII, um pedaço… Nada mais do que isso. Sou como um bolo indigerível, só me veem por fora e o recheio nunca verão.

Sou o baixinho dos altos, o alto dos baixinhos, o “babaca” dos “bacanas” e o “bacana” dos  “babacas”. É duro ser “o chinês” no Brasil, o idiota no mundo dos “tô por dentro”.

Ridículo, me preocupo com o meu passado e o dos outros, com o meu futuro e o dos outros. Com o meu presente eu não me preocupo, porque sei o que cai em mim, mas não sei o que cairá, e é isso que temo, de não viver e me preocupar com a vida. Mas, mais do que isso, eu me preocupo com a vida após a morte, se é que os outros acreditam.

Mas, já que eu sou eu e sei que não estou vivendo, quero começar a vida nova com alguma colaboração.

MZ – 5a. série E (Colégio Bandeirantes, 1999)

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Ao descobrir a doença, meu amigo foi passar um tempo nos EUA para fazer uns tratamentos alternativos. Eu realmente não sabia da gravidade da doença, por isso quando ele voltou ao Brasil pensei que já estava “curado”.

Mas depois soube que ele começou a fazer quimioterapia e sua saúde foi piorando dia após dia, e foi exatamente nessa época que me aproximei mais dele – fazendo mais visitas.

Esse segundo texto foi escrito para sua namorada Elena quando já estava ciente da gravidade de sua saúde.

Eu de certa maneira invejo seu uso de palavras: não há como não notar e sentir uma beleza sutil e funesto, mas ao mesmo tempo uma tranquilidade resignada ou conformada com tão poucas e simples palavras.

 

A vida, Elena, a minha vida, é como uma vela na escuridão que, uma vez acesa, revela toda a beleza da luz e tudo que a rodeia.

Mas também revela sua efemeridade e a tua ausência.

O único jeito de se conservar uma vela é apagando sua chama.

Hoje eu a apago, na esperança de um dia reacender.

Não há nada de novo, não há mal no sono quando não há você.

 

Obs.: A cinza que a mãe jogaria no mar seria da Elena. Ela ficou com um pouco das cinzas do MZ, mas quando foi morar no exterior deixou para “sua sogra” guardar.

Sempre disse à mãe do MZ que acha difícil achar outro amor como o do MZ. Pensou em nunca se casar e realmente passaram mais de 16 anos.

Minha amiga nunca pode falar muito sobre isso porque é um assunto muito delicado. Não podia tomar partido do que a Elena quer fazer da vida. Sentia-se honrada com o que ela disse sobre o amor que sentia pelo MZ, mas nunca poderia encorajá-la a realmente nunca achar um novo amor.

Como soube recente que a Elena irá se casar depois de mais de 16 anos, achou melhor jogar a cinza que tinha guardada para ela no mar.

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Sim, sinto saudade do meu amigo.

Sempre que me lembro dele, só lembro de coisas boas que tivemos juntos no passado e inevitavelmente não consigo deixar de soltar um sorriso ou uma risada!

Toda vez que me lembro dele, lembro do seu sorriso maroto. Não penso como seria bom tê-lo vivo comigo no presente, mas sinto que o seu espírito me acompanha.

E nas vezes em que penso na vida após a morte também me lembro dele. Tenho quase a plena convicção que serei bem recebido e conduzido por ele no futuro.

 

Coisas Que Não Entendo

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CASO 1

 

Imagina um calçado de uma rua sem absolutamente nada, livre para os pedestres caminharem tranquilamente para ambos os sentidos.

O calçado é todo asfaltado e bem conservado, não há bancas de jornais ou camelôs que possam dificultar a livre circulação dos pedestres.

A única exceção é que há um poste num determinado ponto do calçado.

Bom,  imaginemos o calçado cheio de pessoas andando de um lado para outro. O poste acaba atrapalhando um pouco a circulação das pessoas porque justamente naquele ponto o espaço é menor, ou seja, a largura do calçado fica menor (mais apertado) para passagem dos pedestres.

Então somente neste ponto da rua de vez em quando a circulação fica meio confusa, mas nada que atrapalhasse tanto assim a circulação dos pedestres neste calçado.

E o lado positivo é que são nessas horas que ainda conseguimos presenciar momentos de gentileza: um pedestre cedendo passagem para o pedestre que vem de outro lado, próprios pedestres dando preferência para os idosos e de portadores de necessidades especiais, etc.

Tudo isso muda de um dia para o outro.

Do nada surge um guardador de carro oferecendo folhas de zona azul para pessoas que estacionam carro ao longo do calçado da rua. O guardador é super simpático e está sempre de papo com os motoristas que estacionam o carro nesta rua e as pessoas que circulam pelo calçado.

Para descansar quando não há carros estacionados na rua, o guardador se encosta na parede do calçado – com uma perna apoiada no calçado e outra dobrada encostando na parece, formando um triângulo.

O problema não é o guardador descanse dessa maneira, mas quando ele escolhe descansar justamente no pedaço do calçado onde fica o poste!

Contanto assim, pode parecer que ele está tentando usar a sombra do poste para fugir do calor do sol. Mas não importa a hora, ele descansa sempre bem na frente do poste.

E o que acontece quando um trecho do calçado tem um poste e uma pessoa descansando encostado no poste? Este trecho do calçado simplesmente trava – ou você desvia para andar na rua ou você pede licença para o guardador para passar entre o espaço entre o poste e a parede (que é exatamente onde ele descansa).

O mais interessante é que isso acontece todos os dias. E o guardador é todo galanteador,  sorri para todas as pessoas que lhe pedem licença para passar justamente nesse trecho do calçado (mais apertado, vamos dizer assim).

E olha que ele é uma pessoa super educada e até sensível pois ele contrai todo o seu corpo para dar mais espaço para as pessoas passarem – sem reclamar ainda!

Nesta semana mesmo, como a rua estava cheio de carros estacionados, não pude me desviar para sair na tua e tive que pedir licença para ele para poder passar no espaço apertado entre o poste e ele encostado na parede.

Ele foi tão gentil e sorridente ao se encolher todo para que eu possa passar sem me apertar que me fez sentir como um VIP andando sobre o carpete vermelho.

Mas foi por pouco mesmo que eu não agradeci ao passar do lado dele e ainda dizer algo parecido com:

– você foi muito gentil, muito obrigado por se contorcer todo para me dar licença de andar sem me apertar neste calçado público.

 

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CASO 2

Estes dias fui ao banco para fazer um depósito no banco. Como queria ter certeza que o dinheiro entrasse na conta no mesmo dia, fiz questão de entrar na fila e fazer depósito diretamente nos caixas.

Bom, entrei na fila porque vi que tinha poucas pessoas na minha frente.

Ao pegar uma senha e sentar numa cadeira, me toquei que os banco estão muito diferentes de antigamente – o que me fez perceber que  realmente faz tempo que não fico na fila do banco!

Por que digo isso? Porque pude sentir na pele que o banco hoje em dia está bem mais organizado, confortável  e espaçoso que antes. Antes a fila dava voltas e voltas e todos tinham que ficar apertados num cubículo e de pé ainda!

Hoje os bancos são confortáveis porque tem bancos espaçosos para se sentar e esperar ser chamado, são organizados porque se retira uma senha onde consta que horas você entrou e que horas você foi atendido, ainda com um ar condicionado fortíssimo para você poder ficar quanto tempo quiser dentro (ainda mais nesses tempos de calor insuportável)!

Mas desta vez, para surpresa minha, vi mais um agrado que os bancos colocaram para agradar os clientes que ficam esperando na fila! Vi com meus próprios olhos uma senhora se servindo de água (de galão) que o banco dispôs lá no salão mesmo.

Uála! Que progresso! Realmente o  tratamento que os banco dão aos clientes que precisam ficar na fila tem melhorado ao longo do tempo mesmo! Cadeiras, senhas, ar condicionado, água e copos descartáveis!?

Engraçado é que o atendimento não foi tão rápido como imaginei mesmo vendo poucas pessoas à minha frente sentadas nas cadeiras de espera.

Achando tudo isso meio estranho, olho sem querer para quantidade de guichês de caixas abertos: eram apenas 3 (sendo um deles para o atendimento preferencial).

Enfim, a quantidade de guichês de caixa abertos não é importante para o bom andamento e rapidez da fila! Afinal, não tenho muito o que fazer pois tenho o dia todo para passar no banco!

E os bancos pensaram no conforto dos clientes: posso esperar sentado (e não ficar de pé), tenho ar condicionado (e não preciso passar um calor infernal) e ainda tenho água potável disponível (que privilégio, agora só faltam café e sucos)?!

Aliás, para quem não sabe, cafés e sucos já estão disponíveis também nos bancos!

 

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CASO 3

Este caso é de certo modo muito parecido com o caso 1.

Para quem que pega o ônibus já sabe, quando o ônibus está lotado é preciso pedir licença para todos que estão no corredor para que as pessoas se apertarem e contorcerem um pouco e você possa passar pelo corredor e descer no ponto certo!

Isso porque a largura do corredor do ônibus simplesmente não permite 3 pessoas ao mesmo tempo: uma pessoa de cada lado do corredor se segurando e ainda uma terceira pessoa atravessando livremente no meio delas (ou seja, entre elas).

Quando o ônibus está lotado, não é só apertado no corredor, até nas portas (de entrada e de saída) ficam lotadas de pessoas – você se aperta para entrar, se aperta para ficar dentro de qualquer lugar do ônibus e se aperta também para sair.

Mas e quando o ônibus não está cheio ou quando está vazio? Sempre pensei que nessas horas ninguém precisa apertar ou se contorcer todo para pegar o ônibus, mas engano meu!

São dois casos ou duas situações que me deixam intrigado e quando acontecem – e não sei se rio ou se choro quando vejo essas situações patéticas:

– ninguém está sentado nas poltronas, mas um passageiro está de pé justamente no corredor onde impede as pessoas para se sentarem. Esse passageiro parece está segurando as poltronas para alguém, mas não está!

Que falta de bom senso, não!? Se segura em outro lugar do corredor e deixar o acesso às poltronas livre!

– mas pior de todos são aquelas pessoas que encostam bem na porta de saída – mesmo com vários lugares disponíveis para se sentar ou com o corredor livre de passageiros!

A cada ponto, eles se apertam, se desviam  ou se contorcem para que outros passageiros possam descer!? Esses caras são como seguranças que ficam nas portas dos prédios, mas pelo menos nos prédios eles não atrapalham a vinda e a ida das pessoas!

E tive quase a certeza que essas pessoas esperam ou chegam a “exigir” que outros passageiros peçam licença para poderem sair do ônibus!

Pasmem!

 

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CASO 4

Uma amiga soube que eu estava precisando de um técnico para instalar ar condicionado em casa se ofereceu para me ajudar.

Bom, na verdade, eu não falei nada para ela. Ela soube através de outros conhecidos.

Ela falou para eu não me preocupar com a instalação porque um amigo dela é justamente instalador, inclusive um dos melhores do mercado. Pediu inclusive para não procurar mais ninguém porque garantia que esse seu amigo cobrava um preço justo por um serviço compatível!

Fiquei muito contente pela sua oferta, agradeci antecipadamente e fiquei esperando pelas suas notícias.

Como se passaram alguns dias e ela não entrou em contato comigo, resolvi ligar para ela para tentar pegar o telefone do seu amigo instalador. O curioso é que suas respostas foram esquisitas e estranhas, o que me deixaram com uma pulga atrás da orelha.

As respostas foram mais ou menos assim do começo ao fim (duração: quase um mês):

– tenho estado ocupada com outras coisas, mas entrarei em contato com o técnico em breve, mas não se preocupe, ele é super amigo meu, de confiança!;

– não se preocupe, já conversei com o técnico, ele entrará em contato comigo em breve;

– calma, já falei com meu amigo técnico e ele já está a par de todas as informações necessárias, ele deverá entrar em contato com você logo logo;

– eu ligo para você à noite e converso melhor com você;

– estou ocupada, não posso atendê-lo;

– ….

– mas você está me pressionando demais! Era para ser uma ajuda entre amigos e agora isso está virando uma cobrança!;

 

Como eu já conhecia essa minha amiga, nem me importei muito com a sua falta de educação da última conversa, simplesmente parei de ligar para ela. Eu mesmo procurei um técnico para instalar o ar condicionado que comprei, acho que o preço que paguei foi razoável e o serviço foi bem caprichado.

Quase meio ano depois reencontrei com essa amiga numa festa. Para minha dupla surpresa, ela falou o seguinte para mim quando me viu:

– soube que você está procurando um carro esportivo para comprar? Olha, tenho um amigo que trabalha numa concessionária maravilhosa…

– e falando nisso, fiquei super chateado com você porque você não chamou o meu amigo técnico para instalar seu ar condicionado! E eu fiquei atrás dele por um bom tempo para combinar tudo e depois você fura comigo e instala com outra pessoa!?

Depois que a minha amiga reclamou e choramigou tanto e com tanta ênfase, eu quase pedi desculpas para ela.

 

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Enfim, não é bem que não entendi esses casos que coloquei aqui acima.

Na verdade entendo muito bem, quero na verdade reclamar dessas pessoas que fazem coisas parecidas (sem intenção ou mesmo de má fé) porque vai chegar um momento que essas pessoas vão exigir dos outros licença e até agradecimento!

Sinto que o mundo está indo para essa direção e tenho muito medo disso.

 

IF (Se) Rudyard Kipling

“Nunca é tarde demais para ser o que você poderia ter sido” – George Eliot

 

Descobri o poema “Se” (título original “If” do Rudyard Kipling) por acaso neste começo de ano e desde então ele está martelando na minha cabeça.

O poema parece uma fonte inesgotável de tantas coisas belas que me inspira. Leio e releio e parece que cada vez que releio descubro alguma coisa diferente, compreendo alguma coisa nova, sou desafiado, sou motivado, sou inspirado, etc…

O poema apareceu pela primeira vez na sua coleção “Rewards and Fairies” em 1909. E desde então tem se tornado um poema motivacional para muitas pessoas (modelo para a integridade, comportamento e auto-desenvolvimento pessoal).

No youtube achei o poema lido pela excelente ator Michael Caine (com seu inconfundível sotaque britânico), músicas composta pelo grupo musical Six Elements e Joni Mitchell. Incrível isso, não?

Apreciem e deixe este poema martelando na sua cabeça também!

 

 

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Se (tradução: Guilherme de Almeida)

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar –sem que a isso só te atires,
De sonhar –sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

 

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Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: “Persiste!”;

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais –tu serás um homem, ó meu filho!

 

 

 

Rudyard Kipling foi um dos escritores mais populares da Inglaterra, em prosa e poema, no final do século XIX e início do XX. O autor Henry James referiu: “Kipling me impressiona pessoalmente como o mais completo homem de gênio (o que difere de inteligência refinada) que eu jamais conheci.“. Foi laureado com o Nobel de Literatura de 1907, tornando-se o primeiro autor de língua inglesa a receber esse prêmio e, até hoje, o mais jovem a recebê-lo. Entre outras distinções, foi sondado em diversas ocasiões para receber a Láurea de Poeta Britânico e um título de Cavaleiro, as quais rejeitou. Ainda assim, Kipling tornou-se conhecido (nas palavras de George Orwell) como um “profeta do imperialismo britânico“. Muitos viam preconceito e militarismo em suas obras e a controvérsia sobre esses temas em sua obra perdurou por muito tempo ainda no século XX. De acordo com o crítico Douglas Kerr: “Ele ainda é um autor que pode inspirar discordâncias apaixonadas e seu lugar na história da literatura e da cultura ainda está longe de ser definido. Mas à medida que a era dos impérios europeus retrocede, ele é reconhecido como um intérprete incomparável, ainda que controverso, de como o império era vivido. Isso, e um reconhecimento crescente de seus extraordinários talentos narrativos, faz dele uma força a ser respeitada“. Seu poema “If” (Se) é símbolo dos Cadetes da Academia da Força Aérea.

(fonte: Wikipedia)

 

If (Autor: Rudyard Kipling)

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you
But make allowance for their doubting too,
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don’t deal in lies,
Or being hated, don’t give way to hating,
And yet don’t look too good, nor talk too wise;

If you can dream–and not make dreams your master,
If you can think–and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you’ve spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build ‘em up with worn-out tools;

 

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If you can make one heap of all your winnings
And risk it all on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: “Hold on!”

If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings –nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much,
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds’ worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that’s in it,
And –which is more– you’ll be a Man, my son!